POV/ CLARA
Eu precisava do Imperador.
A noite seguinte chegou com um peso insuportável: eu era um fantasma de vestido vermelho escuro, colado ao corpo como uma segunda pele de pecado. Prendi o cabelo em um rabo de cavalo alto, calcei as sandálias de tiras pretas e encarei o espelho. Eu parecia uma musa, mas por dentro, eu era apenas estilhaços.
Ao entrar no clube, o burburinho parou por um segundo. Eleonora me viu e quase derrubou a prancheta.
— Clara? O que faz aqui?... — ela se calou, recompondo-se. — Pensei que não voltaria.
— Quem te disse isso? — perguntei, cruzando os braços.
— O Imperador.
— O Imperador? — Ri, um som sem vida que morreu no ar. — Ele nem se deu ao trabalho de falar comigo ou de procurar saber como eu estava.
Eleonora hesitou com o olhar fugindo do meu.
— Mas o Adri... quer dizer, o Imperador sabe que você está aqui?
Senti o chão balançar por um segundo. O quase nome dele saindo da boca dela no mesmo contexto que o do Imperador foi como uma martelada na minha nuca.
— Adrian? — arqueei a sobrancelha confusa — Você conhece o Adrian?
Eleonora desviou o olhar imediatamente, visivelmente desconfortável e nervosa por ter deixado o nome escapar.
— Vá dançar, querida. — Ela desconversou, apontando para o salão. — Tem um evento privado no andar de cima. Descontraia.
Caminhei pelo salão sentindo os olhos dos homens me despindo, mas eu procurava apenas um par de olhos. Kiwi se aproximou, deslizando como uma cobra e sussurrando no meu ouvido:
Caminhei pelo salão sentindo os olhos dos homens me despindo, mas eu procurava apenas um par de olhos. Kiwi se aproximou, deslizando como uma cobra, sussurrando veneno no meu ouvido:
— Não... não falo — respondi, mas não recuei. Pelo contrário, eu o encarei com desafio.
O gringo insistiu, falando sobre prazer e dinheiro. Ele segurou minha cintura e me puxou:
— Let’s go. Private room?
— Let's go — eu disse, com um sorriso amargo.
Virei um copo de vodca de uma vez. O líquido queimou minha garganta, mas Virei um copo de vodca de uma vez. Antes de cruzar a porta do quarto, olhei para trás. Meus olhos encontraram os do Imperador. Meu corpo retesou; era uma eletricidade de puro ódio. A porta bateu com um som seco e definitivo.
Lá dentro, sentei-me na cama e sorri para o estranho. Eu não me importava. Se era para ser um objeto, que fosse de alguém que não fingia se importar comigo.
Mas pelo jeito, ele parecia ser vegano e só queria um b**e-papo, o que me deixou mais confortável. Apesar de eu ainda continuar com sede por algo mais.
A porta foi aberta com um estrondo que fez as paredes tremerem. O Imperador estava parado ali, com a respiração tão pesada que eu conseguia ouvir de onde estava. Seus punhos estavam cerrados como se estivesse se segurando para não bater em alguma coisa.

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