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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 125

POV/ CLARA

Quando ele parou na minha frente, com aquele olhar de predador, juro que senti a tensão que emanava daquele homem. Que músculos, que gostoso... se tivesse perdido a virgindade com ele, não teria sido, de fato, tão ruim.

— Levanta-se daí. Agora — ele rosnou baixo, interrompendo meus desvaneios.

— Não — eu disse, deitando-me na cama com um desdém calculado. — Eu vou ficar com ele. Ele me quer. Você já tem a sua loira lá fora, não tem?

O Imperador avançou com a aura de perigo emanando dele como uma fumaça tão densa que o gringo apenas afastou-se e saiu do quarto.

Covarde.

— Não me faça perder a paciência, Mel.

— Perder a paciência? — Gritei, ficando de pé em um salto. — Agora você tem paciência para falar comigo? Eu sumi por semanas, eu quase morri, e você não me mandou uma maldita mensagem! Você só quer me usar? Ótimo! Eu não me importo de ser usada por você, por ele ou por qualquer um!

O Imperador deu a volta na cama e parou ao meu lado, olhando-me de cima para baixo. Eu me sentei na beirada da cama e sorri provocante, cruzando os braços presunçosamente.

— Está me achando bonita? Agora vai se ferrar. — tentei me levantar, mas ele me empurrou novamente na cama. Se abaixo ficando quase na minha altura e colocou as mãos ao me redor, mas sem me tocar.

— Não me provoca! — disse e agarrou meu braço com uma força que quase me ergueu do chão e me arrastou para fora, passando pelo quarto e pela sala, levando-me para o corredor em direção ao andar de baixo.

— Me solta! — eu lutava, batendo no ombro e nos braços dele. — Eu sou uma pessoa, ouviu? Tenho meus direitos. Eu faço o que eu quiser e com quem eu quiser!

— Estou apenas te impedindo de fazer uma besteira! — ele rugiu.

— Besteira? Não seja hipócrita! Todo mundo faz o que quer comigo porque eu não sou ninguém!

— CALA A BOCA! — ele rugiu de volta, parou e me prensou contra a parede do corredor deserto com tanta força que o ar fugiu dos meus pulmões.

— O que vai fazer? Vai me carregar nas costas igual daquela vez? Vai me beijar e fingir que se importa? Vai me pedir para gozar na sua boca e depois sumir como um covarde? — Lágrimas quentes e amargas saltaram dos meus olhos. — Eu odeio você. Pensei que se importasse, mas tudo é mentira. Você, o Adrian... todos os homens são iguais!

— Você precisa se acalmar!

— Não me diga o que fazer. Você não manda em mim! — O empurrei com força, com as duas mãos em seu peito.

— QUE INFERNO, CLARA MENEZES! VOCÊ NÃO TEM NOÇÃO DO QUE ESTÁ FAZENDO! — Ele levou as duas mãos à cabeça, passando-as pelos cabelos em um gesto de desespero.

— Como... como você sabe meu nome? — Minha voz tremeu, tornando-se um sussurro de horror. — Eu nunca te disse meu nome completo.

Claro, ele poderia saber, afinal ele era o Imperador. Mas meu sobrenome? Quem contou para ele? Eleonora? Ou algum amigo em comum?

— Você conhece o Adrian? Adrian Cavallieri?

— Clara, por favor, não é nada disso que você está pensando.

— Você não faz ideia do que eu estou pensando! Você o conhece?

— Sim — ele se aproximou de mim alguns passos. — Eu vou te explicar tudo. — Ele pousou as mãos nos meus ombros.

— Que grande merda — solucei, as lágrimas borrando minha visão. — Eu sou uma idiota mesmo. Todo mundo me conhece, mas eu não conheço ninguém.— Mordi os lábios em desprezo e raiva visceral.

CAP. 125 - Coração partido em dose Duplo 1

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