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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 135

POV/ CLARA

Meus pés rasparam no chão áspero do corredor, e a última coisa que ouvi antes da porta bater foi o grito desesperado das gêmeas chamando pelo meu nome. Fui arrastada para uma sala que cheirava a água sujo, algo podre e morte iminente.

No centro, um tanque de vidro, como um grande aquário sinistro, brilhava sob luzes cruas e insuportavelmente fortes.

— Vamos ver se você aguenta — Azazel rosnou, fazendo um sinal para um dos homens que segurava um celular, posicionando a câmera. — Sorria. O Cavallieri precisa ver como você está se refrescando.

Eles me jogaram lá dentro e o tamparam. O som do vidro batendo contra minhas costas ecoou como um veredito. O nível da água subiu rápido, gelada, subindo pelas minhas canelas, coxas, cintura... até que o mundo se tornou apenas o azul turvo e o silêncio sufocante. Bati inutilmente contra o vidro. Como psicóloga, minha mente tentava analisar o que ocorria: o córtex pré-frontal gritando para eu manter a calma, enquanto o sistema límbico assumia o controle em um pânico primitivo. O reflexo de mergulho dos mamíferos estava falhando.

Prendi o fôlego até meus pulmões arderem, as veias do meu pescoço latejando como se fossem estourar. O pânico da asfixia é como se um animal que te devorasse por dentro. Quando eu estava prestes a apagar, no limite onde o mundo começa a ficar cinza, eles abaixaram o nível da água.

Eu caí no fundo do tanque, expelindo água pelo nariz e pela boca, lutando por um ar que parecia insuficiente.

— Um minuto de intervalo — Azazel dizia, rindo. — Não queremos que ela morra antes do show principal.

— Uma fotinha agora, para o álbum de recordações do Adrian — um dos capangas zombou, aproximando o celular do meu rosto inchado.

— Não... — o sussurro mal saiu.

— Ela disse "não"? Acho que ela quer um pouco de energia — Azazel debochou.

Senti o toque dos fios desencapados na minha pele ainda encharcada. O choque não foi um estalo; foi uma explosão que viajou pela água em meus poros e fritou cada nervo. Meu corpo arqueou em um ângulo impossível, os músculos contraindo com tanta violência que meus dentes bateram, partindo um pedaço da minha língua. O gosto metálico do sangue inundou minha boca enquanto a escuridão, finalmente, me levava por inteiro. Me arrastaram pelo corredor, visão turva mas consegui contar os passos e memorizar o ambiente.

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