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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 14

Pov Adrian

Quando entrei no Ambrosia, era perto de 00h30.

Cortinas escuras caíam como véus até o chão, abafando o som do salão principal, mas não o suficiente para esconder o pulso grave da música. As luzes baixas piscavam em tons de vinho, lilás e dourado, refletindo no chão polido. A casa estava cheia como sempre.

Pelos cantos, reconheci figuras importantes tentando parecer anônimas: políticos que juravam integridade, artistas fingindo timidez, jogadores de futebol que jamais admitiriam estar ali. Todos mascarados.

O cheiro do lugar era uma mistura de perfume caro, couro, seda quente e algo sempre doce que só o Ambrosia tinha.

Leonora surgiu imediatamente, como um gato que já sabia exatamente onde pisar. Vestida de preto, decote profundo, máscara vermelha cobrindo metade do rosto.

— Senhor Cavallieri — disse, inclinando a cabeça com aquele respeito orgulhoso que só reservava a mim. — Preparei a sala dois. Kiwi está lá.

— É competente? — perguntei, tirando as luvas enquanto caminhávamos.

— As avaliações internas são cinco estrelas. Mas… — ela hesitou por um segundo — …recomendo cautela. Ela ainda está aprendendo seus próprios limites.

— Eu sei lidar com limites — respondi.

O sorriso dela veio cheio de duplo sentido, quase insolente.

— Eu sei que sabe.

Empurrei a porta da sala dois.

A familiaridade do ambiente caiu sobre mim como um sedativo.

As paredes eram revestidas com estofados vermelhos, anti-ruído, engolindo qualquer grito, sussurro ou gemido. Uma cama enorme ocupava o centro, com lençóis pretos tão lisos quanto água parada. Um espelho gigantesco dominava o teto. O pole dance refletia a luz dourada, projetando sombras longas nas paredes. Havia cadeiras reforçadas, um banco específico para restrição corporal e pontos de amarração embutidos no chão e nas laterais da cama.

Aquela lugar era meu refúgio.

Meu território. Onde meu lado animal predatório se revelava.

Abri o armário lateral meu quarto e lá estavam todos os instrumentos, organizados com perfeição:

Correias de couro. Cordas de seda e de cânhamo. Chicotes curtos e longos. Penas macias para teste sensorial. Géis de temperatura frio, calor, anestésico.

Máscaras extras. Luvas descartáveis e vários outros adereços usado no BDSM.

O ar tinha um peso conhecido. Quente. Limpo. Intenso.

Já estava com minha máscara preta de contornos afiados e senti o modulador da gargantilha vibrar na base da minha garganta, alterando meu timbre para aquele som grave, metálico, inconfundível.

O Imperador.

Kiwi já estava sentada na beira da cama, como se fosse uma oferenda deixada ali.

Magra, pequena, cabelos loiros soltos, algumas mechas caindo pelos ombros. Olhos verdes, muito verdes, vívidos como a casca da fruta que dava nome a ela. A pele tinha aquela cor rosada natural de quem queima fácil ao sol, pontilhada por pequenas pintas nos ombros e coxas. A máscara dela era branca com detalhes verdes. Estava nervosa, mas tentando esconder. Me aproximei

Levantei o queixo dela com os dedos observando cada detalhe do corpo.

— Boa noite — minha voz saiu modificada, baixa, profunda.

Com o rosto erguido ela respondeu suave.

— Boa noite… você é o Imperador?

— Sou.

Um sorriso tímido tensionou os lábios dela.

— Sempre quis te conhecer. As pessoas falam muito sobre você.

Me afastei-me alguns passos.

— É? — perguntei.

— É, sim.

Ela passou a mão devagar pelo corpo um gesto sensual.

Pedi para ela se levantar e caminhar na minha direção. Com o quadril solto, tentando me provocar, ela veio. E deu uma rodadinha as pernas eram finas, mas a bunda… arredondada, firme, moldada como quem nasceu para ser observada.

— Estou sendo muito bem paga por estar aqui — disse com voz baixa. — Pode usar me como quiser.

CAP. 14 Sessão BDSM- Sommelier em ação 1

CAP. 14 Sessão BDSM- Sommelier em ação 2

CAP. 14 Sessão BDSM- Sommelier em ação 3

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