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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 15

Pov Adrian

Quando cheguei em casa, por volta das 3h da manhã, Adelaide não estaria: era seu dia de folga, geralmente ela visitava a mãe em um hospital na cidade vizinha. Meu plano era simples: tomar um banho, fazer uma hidromassagem e dar uma olhadinha nas minhas filhas.

Sabia que a babá estaria lá, mas não imaginei que a veria na sala. Quando entrei, encontrei…

As três estavam no sofá-cama aberto.

Clara dormia de lado, o braço enfiado por baixo da cabeça de uma das meninas, os cabelos espalhados como uma nuvem escura sobre o travesseiro branco. A blusa de alcinha fina escorregava por um dos ombros, deixando à mostra uma faixa de pele iluminada pela penumbra. Meu corpo reagiu sozinho. Torci para que estivesse mais abaixada, mas o pensamento de que algum outro segurança poderia ver me fez engolir em seco e afastar o olhar daquele lugar proibido.

Geovana estava encolhida em cima do braço dela. Ângela, esmagada do outro lado, abraçada à barriga dela como um coala. As três respiravam no mesmo ritmo. Por um momento, fiquei parado na porta, apenas olhando.

E aquilo… irritou.

Não devia olhar assim.

Não devia sentir nada.

Não devia estar ali, parado, tentando entender por que diabos aquela garota mexia com partes do meu corpo e da minha mente que sempre mantive trancadas.

Suspirei fundo e me forcei a agir.

Abaixei-me e peguei Ângela no colo primeiro. Ela se ajeitou automaticamente contra meu peito — sempre fazia isso. Levei-a até o quarto e a deitei na cama.

Quando voltei, Clara se mexia. Aproximei-me, pronto para pegar Geovana, mas antes que encostasse, ela abriu os olhos devagar, levou a mão à testa e sussurrou:

— Aí… minha cabeça…

Depois, como se tivesse levado um choque, engoliu seco e se sentou num pulo.

— Meu Deus! — arfou ao me ver. — Senhor Cavallieri… eu… boa noite!

Fiz um gesto leve com a cabeça.

— Não quis te assustar.

— Ah… não… tudo bem… — olhou para o celular. — Passou das 3h da manhã? Nossa, dormimos há muito tempo. Desculpa ter deixado elas aqui.

— Não tem problema. Parece uma cama mesmo — sorri levemente.

Ela sorriu de volta. Mesmo na penumbra, o sorriso parecia clarear algo em mim. Meu coração bateu forte, me obrigando a engolir em seco quando olhei para baixo, percebendo a forma como o tecido moldava o corpo dela. A alça da blusa ainda estava caída, revelando uma vista excitante. Torci a cabeça, desviando o pensamento antes que fosse tarde demais.

Peguei Geovana no colo. O peso dela, relaxado contra mim, sempre trazia uma calma silenciosa.

— Vou levá-la para o quarto — murmurei.

Quando voltei, Clara estava de pé perto do sofá, meio sem saber o que fazer com as mãos. Já havia colocado sua jaqueta.

— Eu… eu preciso ir. Já tá tarde…

— Acabei de dispensar o motorista — minha voz saiu mais baixa do que pretendia.

— Não, eu chamo um Uber.

— Pode dormir no quarto lá em cima.

— Não quero atrapalhar, já está quase amanhecendo — insistiu.

Dei um passo à frente. Ela recuou. Repeti o gesto. Ela recuou mais, mexendo as mãos em gestos aleatórios. Ansiosa. Um jogo silencioso que deixou o ar pesado.

Toquei a mão dela. Num instinto. O choque foi imediato. Elétrico. Meu corpo reagiu antes que a cabeça pudesse protestar. Meu maxilar travou, doendo.

Vi no jeito como a respiração dela tropeçou. Tentou recuar, mas não consegui soltar.

— Fica — disse.

CAP. 15 - O dono do jogo! 1

CAP. 15 - O dono do jogo! 2

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