´POV/ ADRIAN
Cinquenta e oito horas sem dormir. Meus olhos ardiam como se houvesse cacos de vidro sob as pálpebras, e o cheiro de café frio no meu escritório era insuportável. Eu não conseguia rastreá-las. Minha empresa, que monitorava satélites e criptografia de ponta, era inútil contra um inimigo que se escondia nos esgotos da ilegalidade.
Sarah tinha colapsado de novo. O estresse de saber que as filhas estavam em perigo acelerou o fim dela; ela foi levada para o hospital em estado crítico, mas eu mal registrei o fato. Meu coração as três partes dele estava em algum escuro, nas mãos de um psicopata.
O celular tocou. O encontro foi marcado.
— Patrão, deixe-me levar o contrato — Mathew pediu com a mão no coldre, os olhos fixos em mim com preocupação. — Se você for lá, vai perder a cabeça. Você está no limite.
— Não — rosnei — Eu vou. Eu não fico mais um segundo sem saber se elas estão respirando. Se eu tiver que entregar o meu império para garantir que a Clara e as meninas saiam vivas, eu assino cada maldita página com o meu próprio sangue.
Chegamos ao local combinado: um antigo terminal de cargas desativado, um dos pontos onde a Global Tech pretendia instalar um centro logístico de alta tecnologia. O Azazel estava lá, cercado por russos armados até os dentes.
Ele jogou o contrato sobre uma mesa de ferro enferrujada. Eu li cada linha com um ódio que fazia minhas mãos tremerem.
— Você falsificou os códigos de rastreio de novo, Azazel — eu disse, a voz gélida. — Quer usar meus servidores para camuflar suas cargas nas docas. Quer que a Global Tech seja a fachada para o seu lixo.
O clima ficou elétrico. Dezenas de armas foram destravadas ao mesmo tempo. O som metálico ecoou pelo galpão.
— Amanhã, no mesmo horário — Azazel guardou o contrato com um sorriso vitorioso. — Eu entrego assinado para você. Já que estamos de acordo com todas as cláusulas.
Ele saiu, e eu fiquei ali, no meio do galpão vazio, sentindo o peso do que tinha acabado de fazer. Eu tinha acabado de entregar o trabalho da minha vida para um criminoso. Mas enquanto eu olhava para a foto da Clara dentro de uma espécie de tanque, que espécie de gaiola era aquela? As fotos estavam no tablet que ele deixou para trás, eu soube: eu trocaria o mundo inteiro só para ter a chance de pedir desculpas e tocar o corpo dela mais uma vez.
O amanhã seria o dia da entrega. E seria o dia em que o Imperador morreria para que o homem pudesse salvar sua família.

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