POV/ Adrian
O som do monitor cardíaco era um martelo batendo na minha têmpora. Beep. Beep. Beep. Abri os olhos e a claridade do hospital pareceu queimar meu cérebro. Tentei levar a mão à cabeça e senti o curativo grosso, a pele latejando por baixo. Olhei ao redor, meio tonto, e vi as paredes brancas, os aparelhos, o cheiro de álcool.
— Adrian, fica parado. — A voz do Mathew saiu baixa.
— Onde... onde elas estão? — Minha voz saiu rasgada.
Tentei sentar-se, mas a sala girou. As imagens voltaram como socos: o telefone tocando, os gritos, o choro de Sarah. Onde estavam as minhas meninas? Onde estava a Clara?
— A gente ainda não achou, Adrian. Você apagou no escritorio o médico disse que foi o estresse, o coração não aguentou...
— Me tira daqui. Agora! — O pânico subiu pela minha garganta como ácido.
— Você não tem condições, sua pressão está...
Eu não o esperei terminar. Segurei o cateter no meu braço e puxei. Senti o rasgo na pele, a agulha saindo de mau jeito e o sangue quente começando a jorrar, escorrendo pelo meu braço e sujando o lençol branco. Tentei pular da cama, mas minhas pernas não responderam. Eu caí. Meus joelhos bateram no chão frio com um baque surdo. Fiquei ali, de quatro, com o sangue pingando no piso, ofegante, sentindo o mundo desabar. O Mathew me segurou, tentando me levantar, mas eu só conseguia pensar que elas estavam nas mãos daquele psicopata e eu estava preso em uma porra de um hospital
Mathew me ajudou a levantar do chão, mas minha cabeça ainda parecia um carrossel desgovernado. O sangue do meu braço, onde eu havia arrancado o soro, sujou a camisa dele, mas ele pareceu não ligar. Eu precisava sair dali. Eu precisava do meu escritório, dos meus monitores, de qualquer coisa que não fosse aquele cheiro de morte branca do hospital.
— Eu dormir por quanto tempo?
— 14 horas.
Merda!!! 14h. Eu dormindo e as razões da minha existência desparecidas.
— Me leva para casa. Agora — rosnei, mesmo com todo meu corpo tremendo involuntariamente.
Liguei diversas vezes ele não me atendeu apenas me mandou uma duas fotos, delas num quarto escuro e húmido clara parecia dormindo ou desacordada e as gêmeas ao lado dela.
— Mathew, liga de novo para o contato de Brasília. Tenta o rastreio por satélite de novo! De onde perdeu o sinal de telefone de Clara, procura casa, galpões qualquer coisa. — Bati o punho na mesa com tanta força que um porta-retratos das meninas caiu e o vidro estilhaçou. Eu olhei para os cacos e comecei a chorar. Não era um choro de homem, era um soluço de quem estava sendo estraçalhado por dentro. Eu batia com a palma da mão na minha própria cabeça, repetindo: "Pensa, Adrian! Pensa!".
Minha camisa estava grudada no corpo pelo suor. Eu sentia um tremor constante nas mãos, um tique nervoso no olho esquerdo. O médico tentou medir minha pressão de novo na marca de 30 horas.
— Adrian, seu coração está a 170 por minuto. Você vai apagar de novo — ele avisou, a voz trêmula.
— Deixa bater! Deixa essa porcaria explodir se for o caso! — berrei, empurrando o aparelho de pressão para longe. — Se eu não as trouxer de volta, eu não quero esse coração batendo!
Eu estava louco. Completamente louco. A dúvida me corroía: chamava a cavalaria e arriscava a vida delas, ou esperava o tempo do Azazel e morria aos poucos? Eu olhava para o relógio na parede e cada tique-taque parecia um tiro na minha alma.
Tentei rastrear as câmeras, o celular dele, tudo. Eu era um gênio da tecnologia e eu precisava de um brecha ou um milagre por menor que fosse e eu as encontraria, mas Azazel não me deu nenhuma brecha.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido
Eu recomendo o romance: O Bilionário Obsecado e a Babá Virgem do Club Proibido. Ao ler o romance fui transportada para um mundo paralelo cheio de sentimentos, amor, sedução e prazer. Foi uma leitura intensa prazerosa que fez florescer em mim desejo que eu não sabia que tinha. Parabéns!!!...