POV/ ADRIAN
Meus passos ecoavam por túnel úmido. O ar ali embaixo era pesado, saturado de um cheiro de mofo e algo metálico que eu sabia que era de sangue. No trajeto, contei oito homens. Oito vultos armados que me vigiavam como abutres, mas eu não desviei o olhar. Meu foco era o fim do corredor.
Cheguei a uma sala ampla, iluminada por lâmpadas industriais que zumbiam baixo. Azazel estava lá, em pé com terno de marca italiana, azul escuro e perfeitamente alinhado ao seu corpo, com a arrogância de quem se sente dono do mundo. No momento em que me viu, um sorriso torto surgiu em seu rosto.
— Nossa... você veio mesmo — ele disse, soltando a fumaça do charuto.
— Você achou que eu não viria? — Minha voz saiu gélida, um som que parecia vir das profundezas da terra. Cada músculo do meu corpo estava tensionado, pronto para explodir.
— Como estão as suas filhas? — ele perguntou, fingindo uma cortesia que me deu vontade de vomitar.
— Elas estão ótimas. Não graças a você — respondi, minha mandíbula travada.
Azazel soltou uma risada seca, balançando a cabeça.
— Eu nunca imaginei que aquelas meninas teriam tanta força de vontade. Elas lutaram, esbravejaram... confesso que fiquei impressionado. Aquela mulher me surpreendeu.
Ouvir o nome dela, ou mesmo a menção ao que elas passaram, foi como se uma mão invisível apertasse meu coração com força total. Senti uma pontada aguda no peito, o ar ficando escasso. Eu precisava saber.
— Onde ela está? — perguntei num cochicho rouco.
— Ah, ela está... um pouco machucada, é verdade, mas vai ficar bem. — Ele deu de ombros, como se falasse do tempo.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido