POV/ ADRIAN
Meu coração simplesmente parou de bater por um segundo eterno. O som do meu próprio sangue latejou nos ouvidos abafou tudo ao redor. O pânico de perdê-la ali, na minha frente, transformou-se numa fúria que eu nunca tinha sentido antes. Não era mais sobre a Global Tech. Não era mais sobre dinheiro. Era sobre a mulher que salvou minhas filhas sendo afogada como um animal por um covarde.
Minha mão desceu instintivamente para a virilha, onde a faca tática estava escondida. O metal frio pareceu queimar meus dedos. Eu não ia apenas salvá-la; eu ia transformar aquele quarto em um matadouro.
Eles achavam que tinham me desarmado. O capanga de Azazel sorriu ao tomar meu celular e a pistola que eu carregava ostensivamente no coldre da cintura. Patético. Eles não faziam ideia de que estavam lidando com o homem que desenhou os sistemas de segurança mais impenetráveis do país.
Dentro do meu canal auditivo, um fone de ouvido do tamanho de um grão de areia vibrava. Eu ouvia a respiração pesada de Mathew e o clique dos teclados na central da Global Tech. Eles estavam ouvindo tudo. Cada insulto, cada ameaça. No meu pulso, o relógio de titânio enviava minha localização exata via satélite, criptografada em camadas que nenhum hacker comum conseguiria quebrar.
Eu não era apenas um homem armado. Eu era uma arma tecnológica.
Mas quando meus olhos encontraram o tanque, a lógica quase evaporou. Clara. Ela estava submersa, os olhos verdes arregalados em um pedido mudo de socorro que atravessou meu peito como um estilhaço de vidro. A água subia, engolindo os últimos centímetros de ar.
— Solta ela. Agora, seu animal. Hiena maldita. — Minha voz saiu baixa, mas o fone captou e transmitiu a ordem para a minha equipe.
"Hiena maldita". Era o sinal.
— Não acho que você esteja em posição de dar ordens, Imperador — Azazel debochou, aproximando-se do painel de controle onde um guarda mantinha o dedo sobre o botão de pressão da água.



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