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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 150

POV CLARA:

A transição foi violenta, como se eu estivesse sendo arrancada das profundezas de um oceano escuro por um anzol enferrujado. O cheiro de sândalo, o calor da mansão e a segurança dos braços do Adrian foram subitamente arrancados de mim, substituídos pelo cheiro estéril de antisséptico e pelo som metálico, rítmico e irritante de um monitor cardíaco. Beep. Beep. Beep. Cada batida era uma agulha furando meus tímpanos, martelando que eu ainda estava presa a este mundo.

Tentei respirar, mas um pânico sufocante me atingiu quando percebi que algo bloqueava minha garganta. Um tubo. Um invasor de plástico que me impedia de gritar. O pânico subiu como uma onda gelada, vinda lá do fundo daquele aquário onde Azazel tentou me apagar. Meus olhos se abriram bruscamente, mas a luz do teto era uma explosão branca e cruel que me cegou por alguns segundos. Tentei mover as mãos, mas meus braços pesavam toneladas, como se estivessem feitos de chumbo, e senti o puxão incômodo dos acessos venosos rasgando minha pele.

— Ela acordou! Enfermeira, ela abriu os olhos! — Ouvi uma voz feminina, abafada, como se eu ainda estivesse debaixo d'água, lutando contra a pressão.

Minha mente era um caleidoscópio de flashes distorcidos: a água subindo pelo meu pescoço, o gosto salgado da morte, o rosto desesperado do Adrian através do vidro e o estrondo final da explosão. Isso aconteceu mesmo ou eu ainda estou morrendo naquele porão? A dor no meu peito era lancinante, uma pressão constante como se um caminhão tivesse passado por cima de mim e estacionado sobre minhas costelas. Tentei tossir, uma reação instintiva ao tubo, e a pontada aguda nos meus pulmões me fez querer apagar de novo. Minha garganta ardia em brasas, lembrando-me de cada gole de água suja que eu tinha engolido enquanto o oxigênio me abandonava.

— Calma, Clara. Você está no hospital. Você está segura, meu amor. — Senti uma mão quente e trêmula envolver a minha e minha visão começou a focar lentamente, as manchas brancas dando lugar a formas conhecidas.

Era a Isadora. Ela usava uma daquelas roupas azuis de proteção, máscara e toca, mas seus olhos eram inconfundíveis. O rosto dela estava inchado, marcado por olheiras profundas de quem não fechava os olhos há dias. Eu tentei formar palavras, tentei perguntar por ele, mas só o que saiu foi um som rouco e patético, abafado pelo plástico na minha boca.

CAP. 150 - O Despertar do aquário de vidro 1

CAP. 150 - O Despertar do aquário de vidro 2

CAP. 150 - O Despertar do aquário de vidro 3

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