POV/ ADRIAN
O bip da UTI da Sarah era diferente do da Clara. O da Clara tinha esperança; o da Sarah soava como um relógio de areia chegando ao fim. Entrei no quarto dela Sarah estava pálida, quase transparente. O câncer e o estresse do sequestro das filhas tinham finalmente cobrado a conta final.
— Você veio… — a voz dela era um sopro.
— Vim — respondi, parado ao pé da cama, sem o menor desejo de me aproximar. — As meninas estão bem. Elas estão com a Clara.
Sarah soltou um riso amargo que terminou em tosse.
— A Clara. Sempre ela agora, não é? Você a ama… do mesmo jeito doentio que ama o poder.
— Não compare o que eu sinto por ela com nada que você conheça, Sarah. Eu morreria por ela. Eu matei por ela.
— Eu sei quem você é, Adrian — ela sussurrou, os olhos brilhando com uma lucidez final. — Eu sempre soube do Imperador. Eu me calei porque o luxo era confortável demais. Mas ela… ela não é como eu. Se você a magoar ela não vai te perdoar.
— Por que me chamou aqui?



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Os comentários dos leitores sobre o romance: O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido