POV/ CLARA
Para testar os limites dele, comecei a abusar da sua "boa vontade". Eu queria ver até onde o Imperador desceria por mim.
— O quadro da sala está torto — eu disse, sem olhar para ele, enquanto ele deixava a Geovana brincar no tapete.
Ele se levantou, em silêncio, e ajustou a moldura.
— Ainda está torto, Adrian. Dois milímetros para a esquerda.
Ele ajustou.
— Agora um para a direita. Não, desce um pouco.
Ele fez isso dez vezes. Sem reclamar. Sem aquela arrogância que costumava dobrar o mundo. Onde estava o homem que dava ordens a governos? Ah, sim, estava medindo o prumo de uma gravura de flores para não me irritar.
No dia seguinte, eu decidi que queria o sofá em outra parede.
— Adrian, esse sofá está horrível aqui. Muda de lugar?
Ele não me pediu para levantar-se. Ele simplesmente apoiou as mãos na base do estofado e arrastou o móvel comigo em cima. Vi os músculos do braço dele saltarem sob a camisa branca, o tecido esticando no ombro que eu sabia que ainda estava em recuperação. Ele não soltou um único gemido.
— Melhor assim? — ele perguntou, a voz grave me fazendo estremecer.
— Não. Ficou péssimo. Volta para o lugar original.
Ele voltou. Em silêncio. Meu Deus, ele é um trator humano. E por que isso me deixou tão... animada? Traidora. Eu sou uma traidora do meu próprio feminismo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido