POV/ CLARA
Em um desses dias, eu estava sentada no balcão da cozinha, observando-o em silêncio. Eu fiz uma pergunta ácida sobre o porquê de ele ainda estar ali.
— Você devia ir embora, Adrian — sussurrei, mas minha voz não tinha convicção. Ela estava rouca, úmida de desejo.
O maxilar dele travou. O músculo da mandíbula saltou, rígido como pedra, enquanto ele engolia em seco. Aquela reação física aquele sinal de que ele estava se segurando para não me devorar me deixou completamente molhada. O ar entre nós ficou denso, pesado, como se a eletricidade pudesse estalar a qualquer momento.
Ele parou o que estava fazendo e se virou. As mãos dele ainda estavam molhadas de sabão e água quente. Ele caminhou até mim, devagar, como um predador que sabe que a presa não tem para onde correr. Ele parou entre as minhas pernas abertas enquanto eu estava sentada no balcão alto. Pegou um pano de prato e limpou as mãos.
— Você quer que eu vá? — ele perguntou, a voz tão baixa que era apenas uma vibração no meu peito.
Ele apoiou as mãos frias no balcão, uma de cada lado das minhas coxas e eu soltei um suspiro curto. Ele se inclinou para a frente, o cheiro de sândalo misturado com o suor leve do esforço me atingiu como uma droga.


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