Pov Clara
Enquanto conversávamos, percebi dois homens se aproximando do balcão. Isadora acenou para nós verem até nós. Um loiro, de olhos verdes quase transparentes, sentou-se ao meu lado; o moreno alto se colocou ao lado dela.
— Clara, esse é o Lucas — disse Isadora, sorrindo — e esse é o Rafael.
— Prazer — murmurou o loiro, estendendo a mão.
Apertei a mão dele com cuidado, sentindo o nervosismo subir. Conversamos sobre coisas aleatórias, rimos, e Isa como sempre conduzia tudo com uma leveza que me deixava mais à vontade. Até que ela começou a se atracar com o moreno ali, em público.
Que vergonha… precisava mesmo fazer isso agora?
— Então, você gosta do clima daqui? — Lucas perguntou, encostando de leve no meu braço.
Recuei sutilmente.
— Ah… é a minha primeira vez, até que é divertido — respondi, forçando um sorriso.
Isadora percebeu.
— Clara, se quiser ir embora é só falar. — Ela piscou, divertida, mas protetora.
— Tô bem — murmurei, bebendo mais um gole. Eu não queria ser empata foda. Isa era boa demais comigo para eu atrapalhar a noite dela.
Lucas se inclinou mais perto, passando a mão no meu ombro e cochichando no meu ouvido que eu era linda estava cheirosa.
— Obrigada — respondi, desconfortável.
Ele sorriu, como quem achava que aquilo era um jogo.
Isa então se levantou, ajeitando o vestido.
— Preciso ir. Vai ficar bem, Clara?
Assenti.
— Não vai destruir minha casa — ela brincou antes de sair. Entendi exatamente o que ela estava insinuando e corei na hora. “Ela está indo transar. E … será que achou que eu faria o mesmo?”
Lucas se aproximava devagar, como quem já tinha decidido por mim. Tocava meu braço, tirava meu cabelo do rosto, falava baixinho como se tivesse direito sobre mim desde a primeira bebida. Meu corpo travava. Meu coração batia rápido demais.
Ele afastou meu cabelo mais uma vez já era irritante e pediu meu W******p. Eu bebi, e bebi, e bebi. Tinha algo errado na bebida. Forte demais. Quente demais.
— Acho melhor eu não beber mais — falei, segurando a taça.
— Claro, sem problema — disse ele, ainda sorrindo daquele jeito insistente. — Mas você parece tão tensa… beba só mais essa.
Ele passou a mão pelo meu rosto e enfiou a língua na minha boca sem pedir. Meu terceiro beijo na vida e eu não senti nada. Minha boca parecia dormente.
O afastei. Ele me entregou outro drink. Eu bebi, só para ganhar tempo.
— Melhor eu ir — tentei levantar-se, mas ele travou meu movimento.
— Fica mais pouco, gatinha.
Quando tentou me beijar de novo, virei o rosto.
Precisava ir embora.
A luz do bar ficava forte e depois sumia. O barulho vinha em ondas. Tudo lento.
— Você está bem? — ele perguntou— Fica mais um pouco… só mais um drink.
Nem tive tempo de responder. Ele já tinha pedido outro.
VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido