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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 18

Pov Clara

Enquanto conversávamos, percebi dois homens se aproximando do balcão. Isadora acenou para nós verem até nós. Um loiro, de olhos verdes quase transparentes, sentou-se ao meu lado; o moreno alto se colocou ao lado dela.

— Clara, esse é o Lucas — disse Isadora, sorrindo — e esse é o Rafael.

— Prazer — murmurou o loiro, estendendo a mão.

Apertei a mão dele com cuidado, sentindo o nervosismo subir. Conversamos sobre coisas aleatórias, rimos, e Isa como sempre conduzia tudo com uma leveza que me deixava mais à vontade. Até que ela começou a se atracar com o moreno ali, em público.

Que vergonha… precisava mesmo fazer isso agora?

— Então, você gosta do clima daqui? — Lucas perguntou, encostando de leve no meu braço.

Recuei sutilmente.

— Ah… é a minha primeira vez, até que é divertido — respondi, forçando um sorriso.

Isadora percebeu.

— Clara, se quiser ir embora é só falar. — Ela piscou, divertida, mas protetora.

— Tô bem — murmurei, bebendo mais um gole. Eu não queria ser empata foda. Isa era boa demais comigo para eu atrapalhar a noite dela.

Lucas se inclinou mais perto, passando a mão no meu ombro e cochichando no meu ouvido que eu era linda estava cheirosa.

— Obrigada — respondi, desconfortável.

Ele sorriu, como quem achava que aquilo era um jogo.

Isa então se levantou, ajeitando o vestido.

— Preciso ir. Vai ficar bem, Clara?

Assenti.

— Não vai destruir minha casa — ela brincou antes de sair. Entendi exatamente o que ela estava insinuando e corei na hora. “Ela está indo transar. E … será que achou que eu faria o mesmo?”

Lucas se aproximava devagar, como quem já tinha decidido por mim. Tocava meu braço, tirava meu cabelo do rosto, falava baixinho como se tivesse direito sobre mim desde a primeira bebida. Meu corpo travava. Meu coração batia rápido demais.

Ele afastou meu cabelo mais uma vez já era irritante e pediu meu W******p. Eu bebi, e bebi, e bebi. Tinha algo errado na bebida. Forte demais. Quente demais.

— Acho melhor eu não beber mais — falei, segurando a taça.

— Claro, sem problema — disse ele, ainda sorrindo daquele jeito insistente. — Mas você parece tão tensa… beba só mais essa.

Ele passou a mão pelo meu rosto e enfiou a língua na minha boca sem pedir. Meu terceiro beijo na vida e eu não senti nada. Minha boca parecia dormente.

O afastei. Ele me entregou outro drink. Eu bebi, só para ganhar tempo.

— Melhor eu ir — tentei levantar-se, mas ele travou meu movimento.

— Fica mais pouco, gatinha.

Quando tentou me beijar de novo, virei o rosto.

Precisava ir embora.

A luz do bar ficava forte e depois sumia. O barulho vinha em ondas. Tudo lento.

— Você está bem? — ele perguntou— Fica mais um pouco… só mais um drink.

Nem tive tempo de responder. Ele já tinha pedido outro.

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