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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 17

Pov Clara

Chegando em casa, encontrei minha amiga já acordada.

— Como você consegue trabalhar à noite e acordar tão cedo? — perguntei, rindo.

— Sou uma pessoa diurna — respondeu, sarcástica. — independente e graduanda, tenho projetos para desenvolver.

— Às vezes eu até esqueço disso — provoquei ela.

— E como foi? Dormiu fora, hein garota? Transou? — correu na minha direção, dando alguns soquinhos no meu braço.

— Nada disso! — ri nervosa. — O senhor Adrian demorou a chegar, então tive que dormir lá. Ele já tinha dispensado o motorista — empurrei ela brincando. — Se fosse para fazer algo, nem saberia por onde começar.

— Ah, mas eu sei como começar… posso te ensinar— se jogou no sofá como uma atriz mexicana. — Me conta mais sobre o diabo Cavallieri.

— Ele pode ser um diabo, sim, mas é um diabo lindo, irresistível. Mas ele nunca ia querer alguém como eu mesmo.

— Para com isso, garota, você é linda! Seu pai destruiu sua autoestima, mas vamos consertar hoje. — ela sorriu calorosamente. — Nosso barzinho hoje está combinado, né?

— Claro! Você vai comemorar seu aniversário com classe — respondi, tentando imitá-la. — Mas esqueceu que seu aniversário é só daqui a sete meses.

— Mêsversário também é importante. Temos que agradecer por estarmos vivas. Ontem fiz um programa especial e ganhei uma bonificação extra. Hoje é por minha conta — disse, rindo.

— Não tenho roupas para sair, você esqueceu… e hoje é domingo.

— Tranquila, você está em Porto Alegre e com uma amiga que recebeu em dólares — respondeu, piscando.

— Está bem, amiga rica vou dormir um pouco e, lá pelas 13h, saímos.

Mais tarde fomos em um restaurante que servia comida goiana, arroz com frango e pequi e tenho que admitir uma delícia. Tomamos sorvete e compramos algumas roupas, e inclusive um vestido vermelho com decote discreto que marcava minha cintura como corpete e caía com um leve babado acima do joelho e um par de botas marrom, superconfortável.

Fomos ao salão: fizemos luzes, escova… Ela realçou ainda mais seus fios claros, e meus cabelos castanhos ganharam um brilho vermelho intenso fiz luzes, mas vermelhas. Meu cabelo, antes sem graça e feio, ficou bonito. E meus olhos… não eram verdes como os da Isa, mas um castanho esverdeado que combinou perfeitamente com a cor nova dos meus fios. Eu acho que pela primeira vez em toda a minha vida, eu meu achei atraente.

Isa ficou ainda mais linda. Olhei para ela e pensei: Gisele Bündchen… só que mais nova e mais bonita. Ela vestia um vestido preto com fenda na perna e costas abertas em V, combinando com salto agulha preto. Passamos uma maquiagem leve.

Ansiosa e animada.

Era por volta das 20h quando Isadora e eu chegamos ao barzinho. Pequeno, simples, com luzes amareladas que criavam aquele clima acolhedor de conversa entre amigas. Ela entrou na frente, jogando os longos cabelos loiros que brilhavam mesmo sob a luz fraca.

Me senti o patinho feio ao lado dela: perto daquela Gisele Bündchen ambulante.

— Nossa, Clara, você está muito linda hoje — brincou, tentando aliviar meu nervosismo. — Menina, você está linda, gostosa, maravilhosa. Acorda para a vida!

Crescer em um ambiente hostil, cercada por homens, bebidas e drogas, sendo explorada, abusada psicologicamente… a gente acaba sem espaço para o ego.

— Está bem! — tentei soar confiante.

— Hoje a gente vai beber, beijar na boca, se divertir e ponto final.

Ela levantou os braços no ritmo da música dançando e caminhamos até uma mesa preta com bancos de couro, sentando-se ali. Tocava sertanejo. Ela fez um gesto para a bartender, pedimos drinks.

— Então, me explica de uma vez como é esse tal de clube — perguntei, curiosa. — Como funciona? Tipo, sério.

Isadora sorriu, inclinando-se para mais perto, com aquele jeito leve que ela tinha de transformar qualquer assunto tabu em algo simples, quase cotidiano.

— Olha, é simples. Você não precisa fazer nada que não queira, entendeu? — ela apontou o dedo para mim. — Se você quiser, fica só na área pública no Couvert Artístico. Lá você conversa com os clientes, entretém, serve bebidas… Não podem tocar em você, só olhar. Se alguém gostar muito, aí sim pode pedir o Prato Principal e te levar para o quarto. Se você quiser.

Pisquei algumas vezes, ainda tentando montar o quebra-cabeça na minha cabeça.

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