POV- Adrian Cavallieri
O tecido de seda se enrolava nos meus joelhos, inútil diante do que eu via.
Clara estava de quatro à minha frente, as costas arqueadas num movimento inconsciente, oferecendo-se sem saber. Não havia delicadeza frágil ali havia presença. A linha do corpo era um golpe silencioso: a cintura larga, firme, abrindo caminho para uma bunda cheia, perfeita, desenhando um coração obstinado demais para ser ignorado.
Era belo.
Era errado.
E era impossível desviar o olhar.
Passei a mão pelas costas dela devagar, sentindo a pele quente sob meus dedos, traçando aquele caminho como quem memoriza uma fraqueza. Subi até os cabelos e fechei a mão ali, puxando não para fazê-la reagir, mas para senti-la mais perto, mais dentro do meu espaço. O cheiro, o calor, a forma como suas curvas se encaixavam em mim… tudo parecia feito para me desgraçar.
Inclinei-me para frente, mordiscando seu ombro enquanto minhas mãos apertavam sua cintura com força, puxando-a mais fundo, mais perto, mais minha.
Num piscar, a fantasia mudou e ela estava sob mim. As coxas grossas emolduravam meus quadris, firmes, quentes, dominantes de um jeito que eu nunca permito. Os seios fartos balançavam conforme ela se movia por cima de mim, e naquele sonho eu não comandava nada: era ela quem ditava o ritmo.
A rendição era toda minha.
A voz dela, rouca e urgente, deslizou pelo meu ouvido como fogo.
“Me fode.”
Doce, suja, implorante.
Cravei os dedos em sua cintura e a penetrei com mais força. Meu abdômen se contraía, os músculos ardendo enquanto o suor escorria, se misturando ao dela. As minhas mãos voltaram para sua bunda cheia, apertando com voracidade e ela ria. Ria e me mordia o pescoço, arfando “Senhor… Senhor…” nome nos lábios dela virava um gatilho direto no meu membro.
O cheiro dela me atravessava: baunilha quente, pele limpa, suor doce.
Um perfume que não combinava com o meu mundo de couro, uísque e silêncio.
Ela era caos. Caos puro na minha linha reta. E eu a queria exatamente assim: bagunçada, entregue, quebrando tudo que eu achava que dominava.
O prazer subiu rápido demais. Cruel demais. Incontrolável.
O maxilar travou. O pulso disparou.
Senti meu próprio limite explodindo, meu controle o pilar de toda a minha vida desmoronando num único e devastador momento de rendição.
Acordei com um gemido preso na garganta.
Por um segundo, não entendi onde estava. O corpo inteiro pulsava, quente, rígido, latejando. E então senti: a umidade grudenta, quente, incômoda na cueca.
De novo.
Não por uma das profissionais experientes do meu clube, mas por um fantasma de carne, sangue que um dia usou um sutiã vermelho.
Passei a mão no rosto e respirei fundo, irritado comigo mesmo. Cada noite era a mesma merda. Bastava fechar os olhos e ela vinha. Clara. Sempre ela.
Porra… que inferno.
Sentei-me na cama, os lençóis ainda bagunçados, tentei organizar o pensamento, mas a imagem veio inteira, como se eu ainda estivesse dentro do sonho.
Levantei-me, ignorando a dor lancinante da ereção que não cedia. Olhei pela janela, onde o sol já tinha nascido. Olhei o relógio na parede: 7:30h da manhã.
— Porra… — Murmurei.


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