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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 186

POV/ ADRIAN

Eu estava deitado na cama do hotel, olhando para o teto há horas, tentando convencer meu cérebro de que eu era um homem civilizado que respeitava o "espaço" alheio. Mas a verdade era que a minha dignidade tinha ficado jogada naquele jardim, junto com a minha cueca.

A cena de três noites anterior passava em loop na minha mente. Tive que me submeter à vergonha suprema de obrigar um dos meus seguranças a me emprestar um par de roupas sobressalentes — que ficaram ridículas em mim — para que eu pudesse, finalmente, atravessar o saguão e voltar para o hotel sem ser preso por atentado ao pudor.

E agora eu estava ali, tentando convencer meu cérebro de que eu era um homem civilizado que respeitava o "espaço" alheio, de que tinha o controle da situação. Mentira pura.

Meu celular vibrou às 14h sobre o criado-mudo. Eu o peguei com uma urgência quase animal, como se fosse um bote salva-vidas em um oceano de frustração. Era uma mensagem de um dos homens que deixei na cola dela. Abri a foto e meu sangue não ferveu; ele entrou em combustão instantânea.

Clara estava em uma cafeteria. Com um sujeito. Um idiota de sorriso fácil, inclinado sobre a mesa, conversando com ela como se tivessem intimidade, como se ele tivesse o direito de respirar o mesmo oxigênio que ela. Liguei para o segurança na mesma hora, a voz saindo como o gatilho de uma arma.

— Mate ele — ordenei, curto e grosso.

— O quê? Senhor, eu não posso... estamos em público e...

— Mate o desgraçado agora! — rosnei, sentindo o Imperador assumir cada fibra do meu ser, chutando o "Adrian bonzinho" para o escanteio. — Qual é a dificuldade? Um tiro, um acidente, um engasgo súbito. Resolva!

— Senhor, por favor... — o segurança gaguejou, claramente temendo pela própria vida. — A senhorita Clara ficaria horrorizada. Ela veria o sangue. Ela saberia que foi o senhor. E, com todo respeito, senhor... a gente não pode simplesmente sair matando civis por causa de um café.

Respirei fundo, fechando o punho com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos e o couro da luva rangeu. Ele tinha razão. Matar um civil na frente dela seria "infantil". Um pouco exagerado, talvez. Eu precisava ser estratégico, mas a vontade de ver a cabeça daquele verme em uma bandeja era quase incontrolável.

— Então afaste esse verme dela. Agora — sibilei. — Diga no ouvido dele que, se ele olhar na direção dela de novo, eu vou arrancar os olhos dele e dar para os cães. Diga que ela tem dono. E que o dono é um homem com pouca paciência e muitos terrenos que servem como cemitérios particulares.

Desliguei. Tentei voltar a dormir. Tentei fechar os olhos e fingir que eu era um homem evoluído. Mas a imagem daquele sorriso medíocre direcionado à minha Clara estava queimada na minha retina. E de tudo o que aconteceu na boate, e por ela ter me provocado com aquele boquete, não ficaria assim, definitivamente não ficaria assim.

Espaço? Tempo? Que se foda.

Vesti uma camisa preta, peguei a chave do carro e saí do hotel cantando pneu, deixando um rastro de borracha queimada para trás. O tempo de brincar de bom moço acabou. Se a Clara queria um tempo, ela que pedisse ao relógio.

Cheguei à cafeteria em tempo recorde. Estacionei o carro de qualquer jeito, pouco me importando se levaria uma multa ou se estava bloqueando o trânsito; o caos que eu sentia por dentro precisava de um cenário à altura. Atravessei a porta de vidro e o sino da entrada tocou, anunciando que o Imperador não aceitaria ser ignorado hoje.

Escolhi uma mesa estratégica: de frente para ela, mas ao lado da janela. Clara estava sentada, com papéis e livros espalhados, mas o choque da minha entrada a fez levantar na mesma hora. Ela veio até a minha mesa, e o cheiro de café misturado ao perfume doce dela me atingiu como uma droga pesada. A fúria do ciúme se misturou a uma necessidade física de possuí-la ali mesmo, em cima daquela mesa de mármore.

Eu a devorei com os olhos. Ela usava um All Star surrado e um macaquito jeans curto demais para aquelas coxas grossas que eu conhecia tão bem. Uma das alças estava solta, revelando a blusa fina por baixo... e ela estava sem sutiã. O cabelo estava preso com um lápis, parecia um pouco cansada, mas o rosto dela estava calmo, sem olheiras, o que me fez odiar o fato de que ela estava dormindo bem sem mim.

— Adrian? O que você está fazendo aqui? — Ela cruzou os braços, tentando manter a postura, mas vi o livro tremer em suas mãos.

— Tomar café — respondi, seco.

— Entre tantas cafeterias, veio logo a esta em um bairro nada nobre?

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