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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 188

POV/ CLARA

POV CLARA

Desde a noite mais intensa da minha vida a mesma que descobri a verdade sobre o "Imperador", meu mundo ruiu. O sexo com o Adrian foi a coisa ais incrível que já fiz na minha vida todinha. E eu estava maluca por um replay, mas não poderia ceder tão fácil e a mentira doeu mais que qualquer verdade.

Fiquei dias trancada. O silêncio do meu apartamento era interrompido apenas pelas notificações das mensagens dele. Eu queria responder. Queria xingar, chamar de idiota, de mentiroso, mas meu autocontrole era a única arma que me restava.

Até que o telefone tocou. Não era ele. Era o Mathew.

— Clara? Desculpa incomodar, eu sei que você pediu espaço, mas... a Sarah. Ela está desistindo da vida hoje. O Adrian viajou a negócios, está fora de si, e a menina não para de chorar. Ela precisa de você na mansão. Você viria?

Meu coração apertou. O ódio que eu sentia pelo Adrian não era culpa daquelas crianças.

— Eu vou, Mathew. Chego em vinte minutos.

Dei meu apoio as crianças fiquei perto delas, mas evitei o pai e ver com aquela cara de cansado e com aquela barba por fazer e o olhar perdido, quase me fez ceder. Mas eu resisti. Passei duas semanas sendo um fantasma naquela casa, cuidando das filhas dele enquanto ele se exilava em um hotel. Eu ia para a faculdade, voltava, e a única coisa que me mantinha conectada a ele eram os seguranças que ele deixava na minha cola. Eu sabia que ele estava pagando meu intercâmbio “45 dias na Europa no ano que vem” e isso me deixava confusa. Ele estava me dando espaço ou estava desistindo de mim?

Eu quase não tinha visto a Isadora nessas últimas semanas. Eu estava vivendo em uma bolha na mansão, focada apenas nas meninas, enquanto o Adrian se mantinha à distância. Mas a Isa não desistiu; ela veio me ver umas três vezes, insistindo, até que, eu finalmente resolvi conversar com ela. Eu não conseguia mais carregar aquele rancor. Ela era minha melhor amiga, afinal.

Sentamo-nos no sofá da biblioteca, e o silêncio que se seguiu era pesado, carregado de tudo o que não tínhamos dito. Isadora estava com os olhos marejados, apertando as mãos nervosamente.

— Clara, me perdoa... por favor — ela começou, a voz trêmula. — Eu me sinto um lixo por não ter contado. Mas eu juro que não sabia que o "Imperador" era o Adrian. Eu achei que ele era só o patrão rico. E que o imperador era um maluco obsessivo. Ele até me fez assinar um contrato garantindo que você seria respeitada e que ele cuidaria de tudo. Então só queria que você tivesse novas experiencias e tudo mais. eu te juro que só descobri que eram a mesma pessoa durante o ensaio para dança das meninas.

Suspirei, sentindo a armadura que eu construí começar a rachar.

— Por que não me disse depois, Isa?

— Eu ia contar! Eu juro que ia. Mas aí aconteceu tanta coisa... Teve seu pai, a festa, Sarah voltou, e ai depois a viagem, a volta de Goiânia, a gente decidiu mudar e depois seu sequestro... eu percebi que ele realmente ama você.... eu não queria me meter em algo que parecia estar fazendo você tão feliz. Eu via como ele olhava para você, Clara.

Encarei minhas próprias mãos, absorvendo as palavras dela. O Adrian realmente tinha cercado todos os lados para garantir que eu ficasse na vida dele e principalmente que eu ficasse segura.

Havia três semanas que não nos falávamos, mas eu sabia que ele viria. Ele sempre vinha quando se tratava daquelas meninas. Me arrumei como se estivesse indo para uma guerra. Usei meu vestido mais curto, me deixei impecável. Talvez, se eu me sentisse bonita o suficiente e bebesse o bastante, eu finalmente esquecesse o cheiro do perfume dele.

A noite na boate, porém, foi um desastre disfarçado de festa. Eu forçava risadas com meus colegas de classe, fingia que estava no auge da minha vida, mas a verdade é que eu sentia falta da mão dele na minha cintura, me reivindicando.

Tudo desandou quando um cara insistente tentou me pagar bebidas. Eu não estava no clima, minha cabeça estava em outro lugar. Foi quando vi: o mesmo sujeito estava "batizando" o copo de outra menina sentada perto de mim. O trauma de já ter passado por isso me atingiu como um soco. Eu não podia ficar parada. A confusão estourou em segundos quando eu tentei impedir. Seguranças, gritos, mãos me apertando... doeu. Eu estava com medo, até que o ar ao meu redor pareceu mudar.

E então, como sempre, ele apareceu. O Adrian me salvou.

Naquela noite, enquanto ele me tirava dali, senti um alívio imenso. O jogo de desinteresse dele era apenas isso: um jogo. Ele não tinha desistido. Eu o amava e, naquele momento, soube que não conseguiria sustentar essa distância por muito mais tempo. Mas, antes da rendição total, eu decidi torturá-lo uma última vez.

Cuidei do machucado dele com toda a calma do mundo, fiz o café que ele tanto gosta e, levada por uma audácia que vi em um filme e achei que combinaria com o "Imperador", resolvi deixá-lo pelado no jardim. Levei cada peça de roupa dele, tranquei a porta da casa dele e ainda pedi para ir embora e subi. Dormi como um anjo naquela noite, rindo da cara dele, mas precisei do meu vibrador para acalmar o fogo que senti ao tocar o corpo dele. Se ele soubesse que eu precisei de um brinquedo por culpa dele, provavelmente jogaria o aparelho pela janela e foderia até ficar com as pernas bambas.

Achei que depois da humilhação da piscina, o orgulho dele o manteria longe por uns dias. Errei feio. Dias depois, lá estava ele na cafeteria. Ele parecia ter envelhecido dois anos em três semanas, com olheiras e a barba por fazer, mas continuava irresistivelmente sexy naquele terno escuro.

Ver o Adrian ali, fuzilando o coitado do Talles com o olhar, me deu uma satisfação perigosa. Eu provoquei. Bebi, ri, toquei no braço do meu colega de propósito... eu queria que ele perdesse o controle de vez. E ele perdeu.

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