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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 189

POV/ CLARA

Ele me tirou de lá como se eu fosse sua propriedade, e eu o chamei de idiota o caminho todo, apenas para esconder o quanto eu estava adorando ser "carregada" por ele novamente.

Acordei de madrugada com a cabeça latejando, um lembrete punitivo de cada dose de pinga e cada gole de cerveja que forcei goela abaixo na cafeteria. Eu nunca tinha misturado tantas bebidas diferentes na vida. Fiz aquilo para provocá-lo, para mostrar que eu podia ser tão imprudente e livre quanto as mulheres que ele observava no clube, mas quem estava pagando o preço agora era o meu estômago.

Tentei me mexer, mas senti um peso possessivo sobre o meu corpo. Adrian estava ali. Ele dormia profundamente, com o rosto enterrado na curvatura do meu pescoço e um braço pesado jogado sobre a minha cintura, prendendo-me contra o peito dele. Mesmo no sono, ele me segurava como se eu fosse um tesouro que pudesse sumir a qualquer momento. O calor do corpo dele era um porto seguro que meu cérebro tentava rejeitar, mas que meu coração abraçava com uma traição silenciosa.

Precisei ir ao banheiro e, com muito cuidado, deslizei para fora do abraço. Quando voltei, parei ao pé da cama. No quarto escuro, apenas a luzinha fraca de tomada iluminava o ambiente. Fiquei ali, parada, apenas olhando para ele. Ele era irritantemente lindo sem a armadura dos ternos caros; parecia... humano. Como alguém podia ser um monstro e um anjo ao mesmo tempo?

— Vai ficar me olhando desse jeito até que horas? — A voz dele saiu grave e rouca, cortando o silêncio.

Senti minhas bochechas queimarem.

— Eu não estava te olhando — menti, voltando para a cama depressa.

— Então tá bom... — ele murmurou, puxando-me de volta para o calor dele sem abrir os olhos. — Dorme, Clara. Você cheira a destilado barato e ressaca.

...

O sol já entrava pelas frestas da cortina quando acordei novamente. O lugar ao meu lado estava vazio, mas o cheiro de café invadiu o quarto. Levantei-me a contragosto, sentindo cada batida do meu coração ecoar na testa. Na cozinha, encontrei Adrian de costas, vestindo apenas uma calça de moletom, organizando pães e roscas.

— Bom dia — ele disse, sem se virar. — Comprei pão fresco e rosca de creme. E uns detox para a ressaca. Você precisa.

Ele me entregou uma garrafa de chá de gengibre com limão. Bebi em um gole que quase volto na mesma hora, mas me forcei a beber toda a garrafa. Corri para a pia do banheiro, bochechei água e cuspi.

— Isso é horrível! — reclamei, encostando na parede para não cair.

— Sem comentários, né? — Ele me olhou de cima a baixo com um sorriso contido. — Vem comer.

Só então me dei conta do meu estado: roupa amassada de ontem, maquiagem borrada e cheirando a suor e álcool. Que vergonha.

— Não me olha assim...

Ele fez uma pausa e deu de ombros, tentando parecer casual. — Vai ser legal. Uma viagem entre amigos, em família... Da primeira vez foi bom, não foi?.

Fiquei em silêncio por alguns segundos, massageando minhas têmporas enquanto a ressaca ainda latejava. Ele estava usando o argumento da "família" e dos "amigos" para me convencer. Olhei para ele, arqueando uma sobrancelha.

— Tudo bem. Eu vou — respondi, cedendo pelo bem das meninas. — Mas, já que você diz que é uma viagem entre amigos, vamos fazer direito. Quero chamar o Mathew, ele sempre te ajuda e está sempre por perto, e quero levar a Isadora também. As meninas conhecem os dois, gostam da companhia deles e se sentem seguras com eles. Se é para ser um feriado em família, que seja com as pessoas que elas estão acostumadas a ter por perto.

Adrian travou por um segundo e me encarou fixamente, tentando me ler.

— Justo — ele concordou.

— E tem mais uma coisa — disparei, antes que ele achasse que estava ganhando o jogo. — Não vamos dormir no mesmo quarto.

O silêncio na cozinha ficou denso. Mas ele apenas assentiu com a cabeça, aceitando a minha barreira.

— Combinado. Vou mandar o Mathew organizar tudo. Saímos em dois dias.

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