POV/ CLARA
Chegamos a Balneário Camboriú por volta das 17h30. O sol já estava se despedindo, mergulhando no oceano e pintando o céu com tons surreais de laranja e rosa que se refletiam nos prédios gigantescos da orla. As meninas saltaram do carro como se tivessem molas nos pés, a tristeza dos últimos dias substituída por uma euforia contagiante.
— Clara, olha o tamanho daquela roda-gigante! Dessa vez a gente vai nela né. — Geovana gritava, apontando para o horizonte.
— Eu vi, pequena! Mas primeiro, vamos fazer check in no hotel e pegar alguns casacos — disse enquanto acariciava os cabelos dela.
Adrian observava de longe, encostado no carro com os braços cruzados. Ele tinha aceitado, sem bater boca, que eu ficaria em uma suíte com as meninas e a Isadora, enquanto ele e o Mathew ocupariam o quarto ao lado.
Subimos banhamos, ajudei as meninas se trocarem. Vestiam vestido de florezinhas e colocaram um sapatênis bem confortável. Peguei as blusas de frio para elas e acabei esquecendo a minha. Vesti um vestido preto que possuía um decote V não muito obsceno e que ia até a altura dos tornozelos, e calcei chinelas havaianas.
Isa por outro vestiu calças jeans, e uma blusa de moletom.
Quando saímos dos quartos eles nos esperavam na recepção ambos usando calças jeans e camisas sociais e sapatênis.
— Vocês demoraram? — Mathew disse provocativo em meio a um sorriso.
— Claro que demoramos, somos mulheres — Ângela, respondeu rodando e mostrando o vestido.
— Então vamos? — Adrian desviou a nossa atenção.
E Caminhamos na hora de descer as escadas elas eram um pouco alta, então ele nos ajudou degrau por degrau e uma por uma, e quando pegou na minha mão ele disse.
— Cadê seu agasalho? Vai fazer frio.
— Sou quente! — Disse e me afastei não quis contar que eu havia esquecido, e que era culpa da minha sonsice.
Dei alguns passos rápidos para alcançar as meninas, enquanto ele ficava para trás.
— Meninas. Segurem minha mão. — disse para Geovana e Ângela enquanto estendias os braços para elas.
Eu mesma ignorei o vento gelado que começava a soprar. Estava de braços de fora, por pura teimosia, só para não dar o braço a torcer que ele estava certo sobre o tempo esfriar.
...
— Amiga, o Mathew é um milagre silencioso... mas eu estou tentando — ela respondeu, rindo da minha cara de tacho. — O problema é que o braço direito do seu "Imperador" parece que tem medo de olhar para a minha bunda, mas no beijo... o homem tem uma pegada que eu não esperava.
— E você acha que ele aguenta, Isa? Ele parece tão calmo, tão contido...
— Ah, se ele não aguentar, vai ter que aprender a me aguentar — ela respondeu, colocando a mão na boca num misto de vergonha e risadas. — Talvez eu finalmente consiga ter um orgasmo de verdade hoje.
Eu a olhei surpresa, processando aquela revelação. A Isa sempre foi tão segura, mas ali havia uma vulnerabilidade nova.
— O Mathew é tímido demais para você, Isa — provoquei, tentando acalmá-la, mas também querendo ouvir mais.
— Veremos — ela piscou, cheia de atitude. — Às vezes os quietos são os que escondem as melhores surpresas.
Olhei para trás por cima do ombro. O Adrian e o Mathew vinham alguns metros atrás, com aquela postura de quem comanda o mundo. Mas era nítido: enquanto o olhar do Adrian estava fixo na minha nuca, os olhos do Mathew estavam perdidos na Isadora. O braço direito do Imperador, o homem que não temia ninguém, parecia um adolescente perdendo o eixo toda vez que a Isadora jogava a cabeça para trás e ria.
Chegamos a um quiosque de madeira rústica, com pés na areia e luzes que balançavam com o vento. O cheiro de carne assada na brasa era irresistível, mas minha mente ainda estava processando o "furacão" que a Isadora estava prestes a causar na vida do Mathew.
O braço direito do Imperador, o homem que não temia ninguém, parecia um adolescente perdendo o eixo toda vez que a Isadora ria e jogava a cabeça para trás.

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