POV/ CLARA
Caminhei em direção ao mar, sentindo a areia molhada entre os dedos e a queimação dos olhares em minhas costas. Mergulhei na primeira onda, sentindo o choque térmico revigorar minha pele. Enquanto a água salgada me envolvia, lembrei-me de quando caí na piscina da mansão pela primeira vez; eu era apenas uma menina assustada, tentando se esconder. Agora, eu era uma mulher que sabia exatamente o que estava fazendo e não me importava com as dobrinhas que escapuliam. E tudo isso graças ao fato de me sentir amada e desejada.
Mergulhei de uma vez, sentindo a água gelada abraçar meu corpo e molhar cada fio do meu cabelo. Quando emergi, caminhei até que as aguas batessem na altura da minha cintura, brincando com a espuma que flutuava ao meu redor.
— Olá! — um homem passou por perto, lançando um olhar óbvio para o meu decote. — A água está fria, não é?
— É sim... está mesmo — respondi seca, dando alguns passos para trás para cortar o assunto.
Continuei ali, distraída, quando mãos firmes e possessivas fecharam-se na minha cintura por trás. Dei um salto, o coração disparando, e tentei um arranco para frente antes de ouvir a voz que me arrepiava.
— Calma... sou apenas eu — Adrian sussurrou contra a minha nuca.
— Você me assustou! — exclamei, virando-me nos braços dele enquanto tentava recuperar o fôlego.
— Você não precisa se preocupar com sustos, Clara. Eu tenho olhos de águia — ele disse, a voz sombria. — Se qualquer outra pessoa chegasse a um metro de você com segundas intenções, eu já a teria matado. E já tenho alguns na mira agora mesmo.
Ele lançou um olhar mortal para o homem que tentara falar comigo momentos antes. Eu me virei de frente para ele e o encarei, com a água batendo em nossos peitos, sentindo o magnetismo que ele exalava.
— Você fala "matar" com uma facilidade assustadora, Adrian. Você mataria mesmo?
Ele se aproximou mais, o rosto a centímetros do meu, a respiração misturando-se à brisa salgada.
— Acho que você deveria me perguntar quem eu não mataria. Não há nada que eu não destruiria por você.
O olhar dele desceu pelos meus seios tornando-se obscuro ao notar o quanto o maiô molhado revelava. A peça, agora colada à minha pele, deixava tudo ainda mais evidente.
— Isso aqui está pequeno demais, Clara. Muito pequeno — sibilou, a possessividade transbordando.
— Eu me sinto bem assim — respondi, sustentando o olhar, desafiando o controle que ele tanto prezava.
— Você está sendo uma menina muito má esses dias — ele sussurrou. Sua mão subiu, acariciando meu cabelo molhado antes de descer para apertar minha cintura com uma força que prometia cobranças mais tarde.
— As meninas estão vendo... — tentei alertar, olhando para a praia. Elas pareciam distraídas com os lanches sob a vigilância de Mathew e Isadora.

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