POV/ ISADORA)
No momento em que a língua dele encontrou meu clitóris, enquanto seus dedos faziam pressão dentro de mim, um "trem" diferente começou a acontecer. Foi como se um motor tivesse ligado no meu baixo ventre, enviando ondas de calor para cada extremidade do meu corpo. O ar começou a faltar. Eu tentei empurrá-lo, não porque queria que ele parasse, mas porque aquela sensação era intensa demais para eu suportar.
O Mathew percebeu. Ele intensificou o ritmo, uma mão apertando meu seio enquanto a boca dele trabalhava com uma maestria que me deixou sem defesas. O calor virou fogo. A escuridão atrás dos meus olhos fechados começou a ganhar flashes de luz. Eu não conseguia mais fingir, não conseguia mais pensar em "performance".
E então, o mundo explodiu.
Foi como se uma barragem tivesse rompido dentro de mim. Meu corpo inteiro esticou, meus dedos se enterraram no lençol e um grito que eu nem sabia que existia escapou da minha garganta. Ondas e mais ondas de prazer puro e genuíno me atravessaram, fazendo meus músculos viciarem em espasmos que pareciam não ter fim. Pela primeira vez, eu não precisei de um aparelho.
Eu tinha gozado. De verdade. Nos braços de um homem que me olhou quando eu voltei a mim, limpando uma lágrima que eu nem percebi que tinha caído, e me deu o selinho mais doce do mundo.
— Viu? — ele sussurrou, sorrindo. — Eu disse que sabia mais do que tirar um sutiã.
Eu ainda estava tentando recuperar o fôlego daquela explosão inédita quando vi o Mathew se esticar até a escrivaninha. Ele pegou um preservativo e o colocou com uma calma que contrastava com o volume impressionante do seu membro. Ele se posicionou entre minhas pernas e eu me preparei; esperava aquela entrada brusca, quase violenta, que os homens costumam ter quando estão no limite.
Mas o Mathew me surpreendeu de novo.
Ele entrou com a maior paciência do mundo, milímetro por milímetro, deixando que nossos corpos se ajustassem. Ele soltou um gemido baixo, rouco, que vibrou contra o meu pescoço.

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