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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 210

POV/ ADRIAN

Levantei-me e a peguei nos braços, sentindo o corpo dela pender, totalmente entregue à exaustão. Levei seu corpo mole para o banheiro luxuoso, onde o vapor já começava a embaçar os espelhos que testemunharam sua rendição. A água da banheira estava morna, o cenário ideal para a minha trégua. Lavei-a com uma delicadeza que ninguém no meu mundo acreditaria que eu possuísse, usando uma esponja macia para apagar os vestígios da nossa batalha. Meus olhos vagavam por sua pele alva, encarando as marcas que minha fúria havia deixado: os vergões arroxeados nos pulsos e a sombra avermelhada em suas nádegas.

— Está doendo? — perguntei, deslizando o sabonete por seus ombros, sentindo-a estremecer ao meu toque.

— Está... você não tem noção da sua força, Adrian — ela murmurou, a voz rouca, os olhos quase fechando enquanto se rendia ao calor da água e ao meu cuidado.

Saí por um instante e voltei com um analgésico e água. Após o banho, sequei-a com a toalha mais macia da suíte, tratando seu corpo como se fosse a joia mais rara do meu tesouro. Apliquei uma pomada calmante nos pulsos e tornozelos, onde as cordas de nylon foram mais implacáveis. Meus dedos, que horas antes a apertavam com fúria e intenção de quebra, agora agiam com um carinho quase devocional, traçando o mapa da minha posse na pele dela.

— Durma um pouco — sussurrei, acomodando-a entre as almofadas de seda. — Temos que voltar para as meninas. Mas não esqueça... você já é minha mulher. Só falta assinar o papel.

— Eu disse não — ela protestou, um lampejo de rebeldia brilhando naquelas íris cansadas.

— Eu sei, mas isso não muda o fato. O papel é apenas uma formalidade para o mundo; minha marca já está na sua alma.

— Então por que pergunta, se não me dá escolha?

— Porque, independente de tudo, quero ouvir a resposta vindo da sua boca. Quero o som da sua voz admitindo o que seu corpo já confessou.

Deitei-me ao seu lado, sentindo o calor do seu corpo se alinhar ao meu. O silêncio da suíte era agora preenchido apenas pela harmonia das nossas respirações, e finalmente fechei os olhos em meu paraíso particular.

Acordei primeiro. O quarto estava mergulhado em uma penumbra dourada pelo fim da tarde. Clara mergulhara em um sono profundo, o rosto sereno contrastando violentamente com os sulcos escuros que as amarras deixaram em seu pescoço e braços. No celular, as notificações brilhavam. Isadora perguntava por nós. Respondi com a friez habitual, sentindo uma satisfação sombria ao digitar a verdade parcial:

"Não estamos no hotel. Estamos em um motel. Ela precisava de punição e eu de silêncio. Voltamos em breve."

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