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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 211

POV CLARA

O trajeto de táxi até o hotel foi um borrão. Enquanto eu olhava pela janela, minha mente não parava de projetar os flashes daquele dia. Eu sentia o latejar sutil na bunda a cada solavanco do carro. Eu passava a mão pelos meus próprios braços, e era como se ainda pudesse sentir a pressão das cordas de nylon, uma lembrança constante da força do Adrian. Eu nunca tinha sentido tantas sensações ao mesmo tempo; foi bem intenso, mas eu amei cada segundo. Eu amei a forma como ele me reivindicou. O homem que literalmente rasgou minhas roupas para me ter.

Quando chegamos ao hotel, a Isadora me deu "aquele" olhar. Uma mistura de diversão e um " Está viva mulher!?". Eu apenas balancei a cabeça e sussurrei:

— Nem me pergunte. Minhas pernas ainda estão tremendo.

Fui para o quarto enquanto Adrian ia resolver as coisas com o Mathew. Tomei um banho demorado, sentindo a água morna aliviar a dor dos músculos e o ardor das marcas que pintavam minha pele. Ao sair, decidi manter o jogo vivo. Escolhi um vestido de mangas longas e que batia na altura do joelho, o suficiente para esconder os vergões das cordas nas minhas coxas, mas, propositalmente, não vesti calcinha. Se ele queria controle, eu daria a ele um motivo para perder o dele novamente mais tarde.

Ajudei as meninas no banho. Elas estavam radiantes, transbordando aquela energia inesgotável de quem passou o dia batendo perna e brincando. Enquanto eu fazia as Marias-Chiquinhas no cabelo da Geovana, a conversa surgiu, pegando-me totalmente de surpresa.

— Clara? — Ângela começou, sentada na beira da cama, com as pernas balançando. — A gente conversou e a gente queria um irmãozinho.

Eu parei o que estava fazendo na hora. Senti o sangue fugir do rosto e olhei para elas, completamente assustada.

— O quê? — perguntei, com a voz falhando. — Como assim, um irmãozinho?

Ângela deu de ombros, com a maior naturalidade do mundo, como se estivesse pedindo um sorvete:

— Uai, você e o papai têm que dar um irmãozinho para a gente!

Eu soltei uma risada nervosa, sentindo meu rosto queimar tanto que tive certeza de que estava da cor do terno do Adrian. Quase derrubei o elástico de cabelo das mãos.

— Um irmãozinho?

— Sim, um bebê, sabe? — Geovana me olhou, revirando os olhos como se eu fosse lenta para entender as coisas. — Minha professora disse que quando um homem e uma mulher se juntam, nasce um bebê da barriga da mulher.

Meu Deus, como a conversa chegou naquele nível? E naquele assunto? Eu só queria fazer um penteado e agora estou recebendo uma aula de biologia de uma criança de dez anos.

— Como assim? Mas vocês não diziam que não queriam ninguém na vida do papai de vocês? Que só tinha espaço para vocês duas?

As duas se entreolharam, cúmplices. Geovana virou-se para mim com os olhos brilhando.

— Mas você não é "alguém", Clara. Você é a nossa babá.

— Eu estou sem calcinha, Adrian.

Senti o corpo dele enrijecer instantaneamente, como se tivesse levado um choque. O passo dele falhou por um milésimo de segundo e sua mão, que segurava a minha, apertou com uma força possessiva que quase me fez perder o fôlego.

— O quê? — ele sibilou.

A voz saiu grossa, carregada de uma advertência que me fez arrepiar da nuca até os pés.

Eu apenas sorri, sentindo-me vitoriosa. Soltei minha mão da dele e, em um impulso de travessura, segurei a ponta do vestido. Dei uma voltinha rápida, fazendo o tecido rodar no ar por um segundo, e disparei à frente dele com passos leves.

— Não corra, Clara! — ele ordenou, a voz subindo um tom, embora ele tentasse manter a fachada para quem passava.

Eu não parei. Continuei o provocando, sentindo o olhar dele queimando minhas costas. Ouvi o som pesado dos sapatos dele apressando o passo no concreto até que ele me alcançou, segurando meu pulso com firmeza e me puxando para perto do seu corpo.

Ele limpou a garganta, um som baixo que quase pareceu um rosnado animal, e falou entre dentes, com aquele tom de quem está lutando para não me carregar dali agora mesmo:

— Fica quieta. Se você der mais um passo saltitante ou se essa saia subir mais um milímetro... eu juro que cancelo esse passeio agora. Eu te levo de volta para aquele hotel e te dou uma punição tão severa que você não vai conseguir sentar-se nessa roda-gigante, e muito menos caminhar amanhã. Entendeu?

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