POV/ CLARA
Eu olhei para ele de soslaio, prendendo o riso diante daquela expressão severa de fúria contida que endurecia sua mandíbula. O Imperador estava perdendo as estribeiras, as frestas de sua armadura de controle estavam cedendo, e eu sentia um prazer quase pecaminoso em saber que eu, e apenas eu, era a causa de todo aquele caos interno.
Ele não soltou minha mão por um segundo sequer, apertando meus dedos com uma posse que beirava o aviso, até cruzarmos o portal do restaurante. O ambiente era a definição da sofisticação aristocrática: luzes baixas em tons de âmbar que projetavam sombras dançantes nas paredes, o tilintar discreto e rítmico de talheres de prata contra porcelana fina, e aquele aroma inebriante de vinho caro envelhecido em carvalho misturado a perfumes importados. Sentamos lado a lado, com Mathew, Isadora e as meninas à nossa frente, formando a imagem imaculada de uma família da elite. Por fora, éramos perfeitos; por baixo da mesa, o inferno estava prestes a começar.
Enquanto o sommelier servia o vinho e as conversas triviais sobre o passeio no parque preenchiam o ar, senti a mão de Adrian abandonar a taça e pousar, pesada e quente, sobre o meu joelho. O calor da palma dele queimou a minha pele através do tecido fino, um contraste absurdo com o ar-condicionado gélido que soprava no lugar. Ele não esperou. Começou a subir a mão, lentamente, centímetro por centímetro, com uma calma torturante que fazia cada terminação nervosa da minha coxa gritar por socorro.
— Então, Mathew, o esquema de segurança para amanhã já está totalmente fechado? — Adrian perguntou, sua voz soando firme, grave, sem um único traço de hesitação.
Enquanto ele falava de logística e segurança com uma autoridade inabalável, os dedos dele alcançavam a parte interna da minha coxa, onde a pele é mais sensível e fina. Meu coração martelou contra as costelas. Como ele conseguia fazer aquilo? Como podia manter o tom de voz de um CEO implacável enquanto me desalinhava e me desarmava por baixo da toalha de linho?
Eu tentei manter a compostura, fechando os olhos por um breve segundo e dando um gole longo no vinho, mas senti meus músculos contraírem em um espasmo involuntário quando ele chegou ao meu centro. Ele encontrou apenas a pele nua, a seda da minha lingerie já cedendo à umidade que eu não conseguia mais esconder. Ele começou a me massagear ali mesmo, usando a ponta do polegar para fazer uma pressão rítmica e precisa no meu ponto mais sensível. No meio de um restaurante lotado, com a minha melhor amiga e crianças à mesa, ele estava me dominando com uma precisão cirúrgica que me roubava o oxigênio.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido