POV/ CLARA
Chegamos ao Pontal Norte por volta das 20h. A FG Big Wheel se erguia diante de nós como um monumento de luz contra o breu do oceano. As areias de Balneário Camboriú ferviam; o som das ondas quebrando ao longe se misturava ao murmúrio da multidão e à música vinda dos quiosques. As meninas estavam em êxtase, saltitando e puxando Isadora e Mathew em direção à base da estrutura.
Eu senti o peso da minha escolha no momento em que olhei para a altura daquelas cabines.
— Nem pense nisso — a voz de Adrian soou como um veredito ao meu lado.
— Adrian, é só um passeio! — protestei com meus olhos fixos nas luzes que giravam.
— Você está de vestido e sem calcinha, Clara. Se você acha que vou permitir. Você ainda não me conhece — ele sibilou, segurando meu braço. O aperto não era para machucar, mas para ancorar. — E mesmo que não fosse o caso, você não iria. É alto demais. Perigoso.
Acabamos nos afastando da confusão principal. Isadora levou as meninas para andarem na roda gigante, lançando-me um olhar de "boa sorte com o seu carcereiro".
Aproximei-me da grade de proteção para observar as meninas. Tentei me inclinar para enxergar Geovana, que acenava freneticamente, mas senti o corpo de Adrian colidir contra minhas costas imediatamente. Ele se postou atrás de mim, puxando a barra do meus vestido para baixo com as mãos.
— O que? — perguntei sem me virar, mas sentido a respiração dele no meu pescoço.
As mão dele desceu pesada sobre meu ombro, me mantendo no chão.
— Fique parada — ordenou.
Sentamo-nos em um banco um pouco mais afastado. O assento era baixo, e o vestido teimava em subir. Adrian não relaxou. Ele inclinou-se para frente e pousou a mão espalmada exatamente entre as minhas pernas, pressionando o tecido para baixo.
Encostei minha cabeça no ombro dele, sentindo o cheiro de couro e o perfume caro. A rigidez dele cedeu apenas o suficiente para que ele passasse o braço livre pelos meus ombros, me trazendo para perto.
— Clara, Quer um sorvete ou alguma coisa para beber?
Comemos sorvete enquanto assistíamos ao giro lento da roda-gigante.
— No que você está pensando? — Adrian perguntou. Seus dedos acariciaram minha bochecha delicadeza.
— No dia de hoje — admiti, fechando os olhos e sentindo o vento marinho no rosto. — Em tudo o que aconteceu. É tudo tão intenso... tão louco.
— Relaxe, — ele sussurrou perto do meu ouvido a promessa fez meu estômago dar voltas. — Não vai ser a última vez. Quando voltarmos para casa, eu vou te levar para o Ambrosia.
Um arrepio percorreu minha espinha. O nome do clube soou como um aviso.
— Eu vou te mostrar o que é o verdadeiro controle. Coisas que farão o que fizemos hoje parecer brincadeira de criança.
Eu o encarei com um pouco de medo estava, mas o desejo e a ansiedade de ser levada ao limite por aquele homem falou mais alto.
Ele não precisa de palavras para me reivindicar; o corpo dele faz isso o tempo todo.
— Vem comigo — ele sussurrou contra o meu ouvido, a voz vibrando de um jeito que me fez esquecer o frio.
— Para onde? Adrian, o parque já está fechando... as luzes estão quase apagando — respondi, confusa, olhando para a estrutura da Big Wheel que parecia encerrar as atividades.
— Só vem — ele ordenou, pegando minha mão e me guiando com aquela determinação que não admitia perguntas.
Ele fez um sinal para Isadora, que apenas sorriu e chamou as meninas, levando-as em direção ao hotel. Adrian me guiou até a entrada da roda-gigante, onde um funcionário já começava a organizar o fechamento. Sem dizer uma palavra, Adrian tirou algumas notas da carteira e estendeu R$ 500,00 para o homem.
— Que isso Adrian? — sibilei, confusa para ele e para o guarda, que arregalou os olhos.
— Eu disse que não podia deixar você subir antes, com todo aquele público — ele disse, ignorando meu protesto e me puxando para em uma das cabines luxuosas. — Mas agora que não tem ninguém olhando, eu faço qualquer coisa por você.
O guarda aceitou o "agrado" instantaneamente, travando a nossa cabine e dando o comando para a roda girar. O movimento era suave, quase imperceptível, até que a cabine parou exatamente no ponto mais alto.
O mundo lá embaixo se tornou minúsculo.
Dali de cima, eu conseguia ver toda a curvatura da orla de Camboriú, os prédios iluminados que pareciam gigantes de cristal e a imensidão negra do mar que se perdia no horizonte. Era deslumbrante.

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