( Eu chorei e ri escrevendo essa cena que vai até o outro capitulo- e fiquei muito nervosa. Espero que vocês gostem- AGUARDO COMENTÁRIOS.)
Dali de cima, eu conseguia ver toda a curvatura da orla de Camboriú, os prédios iluminados que pareciam gigantes de cristal e a imensidão negra do mar que se perdia no horizonte. Era deslumbrante.
— É lindo... — sussurrei, encostando o rosto no vidro gelado.
Senti Adrian se aproximar.
— É a vista mais perfeita que eu já tive — ele murmurou, e eu sabia que ele não estava falando de Balneário.
Aproximei-me e dei um beijo casto em seu rosto, sentindo o perfume de couro e a textura da sua barba por fazer. Eu nunca imaginei que me sentiria tão segura com o homem que mais me assusta.
Mudei de lugar, sentando-me no banco à frente dele para que pudesse encará-lo. A adrenalina de estar ali, sem calcinha sob o vestido, fazia meu sangue pulsar. Olhei-o fixamente e, com uma lentidão que eu nem sabia que possuía, comecei a levantar a barra do vestido.
— Não faça isso, Clara. Não aqui — ele avisou.
Sua voz saiu mais rouca do que o habitual, uma nota de perigo que só me deu mais coragem.
— Você não quer que eu faça o quê, Adrian? — desafiei, minha voz saindo carregada de uma luxúria que nem eu reconhecia.
Deslizei as mãos pelo meu próprio corpo, sentindo o calor da minha pele. O olhar dele seguia meus dedos como se estivessem traçando um rastro de pólvora. Inclinei-me para a frente, invadindo o espaço dele, e deslizei minha mão por sua coxa. Subi centímetro por centímetro, mapeando o autocontrole dele, sentindo os músculos sob o tecido caro do terno ficarem rígidos como aço.
Quando alcancei o zíper e o libertei, vi a última barreira de sua resistência desmoronar nos seus olhos. Adrian soltou uma risada baixa, um som sombrio e fascinante.
— Você está muito corajosa hoje — ele murmurou, a voz vibrando no meu peito.
Ele se afastou um pouco, criando o espaço que eu precisava. Não hesitei. Montei nele com uma agilidade que fez meu corpo inteiro vibrar. O contato da minha pele nua contra a dele foi um choque térmico; o calor dele era a única coisa que importava naquele frio de altitude.
Senti as mãos dele agirem por instinto, apertando minhas nádegas por baixo do vestido com uma possessividade que me fez arquear as costas.
Adrian me ajudou a me apoiar sobre ele, as mãos grandes guiando meu quadril. Com uma lentidão torturante, comecei a deslizar, sentindo-o entrar e preencher cada centímetro de mim. No momento em que ele me segurou com força e me pressionou para baixo, unindo nossos corpos em um movimento decisivo, a cabine balançou levemente com o impacto.
Senti a resistência inicial e uma ardência que me lembrou da tarde intensa no motel, mas a sensação agora era ainda melhor... era inebriante. Eu me movia sobre ele, vendo o reflexo da cidade iluminada no vidro enquanto sentia a força do Imperador me sustentando. A fricção do meu clitóris contra a pele dele era perfeita, um contato carnal direto que disparava choques pelo meu corpo, e o ritmo acompanhava as batidas aceleradas do meu coração.
— Não rasga meu vestido, Adrian — sussurrei, enquanto meu corpo se contraía ao redor dele.
— Jamais — ele prometeu, a voz gélida e quente ao mesmo tempo, as mãos apertando minhas nádegas com força. — Ele é a única coisa que separa o seu corpo dos olhos de outros homens agora, então vou poupá-lo por enquanto. Mas ele será cinzas antes do amanhecer.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido