POV/ CLARA
— Casar-se com você não é só colocar um anel, Adrian. É aceitar o seu mundo, o seu controle... e eu tenho os meus traumas. Meus problemas e tem as meninas. Eu também com certeza não quero ser alguém que você descarta quando enjoar, ou quando aparecer uma mulher mais bonita.
Adrian segurou meu queixo com uma mão, enquanto a outra subiu para a minha nuca, forçando meus olhos nos dele.
— Você não é descartavél. As meninas te adoram. E eu? Eu não te escolhi, Clara... eu te reivindiquei. Nunca mais vou querer outra pessoa. Você é tudo o que eu preciso.
Lembrei do abraço das meninas no hotel, do pedido sincero por um irmãozinho. Olhei para o homem à minha frente: o monstro que me puniu no motel e o homem que me lavou com tanto zelo logo depois.
— Se eu disser sim... — comecei, com um sorriso desafiador — ...você promete que a nossa próxima parada vai ser no Ambrosia? Eu quero ver tudo o que você tem para me mostrar. Sem segredos.
Adrian soltou um riso sombrio.
— Eu te daria as chaves do inferno se você me pedisse, Clara.
— Então a resposta é sim — sussurrei, selando a promessa com um beijo faminto enquanto sentia o membro dele criar vida dentro de mim novamente. Comecei a me movimentar, mas ele interrompeu o beijo, ofegante.
— Eu quero muito continuar isso com você agora — ele murmurou entre os beijos —, mas eu preciso de algo primeiro. Pedido de casamento sem aliança não vale... e o nosso tempo está acabando, o guarda só nos deu vinte minutos.
Eu me retirei de cima dele, sentando-me no banco à frente. Adrian enfiou a mão no bolso interno do terno e retirou uma caixinha de veludo escuro. Ao abri-la, um diamante coroando uma aliança de ouro impecável parecia capturar todas as luzes de Balneário Camboriú.
O ar sumiu dos meus pulmões. Fiquei encarando aquela joia, sem saber como reagir. O que se diz nessas horas? "Aceito", "Que lindo", "Quanto custou?". Mas, no meio do meu pane mental, a única pergunta que meu cérebro conseguiu formular foi um pensamento intrusivo e totalmente sem filtro:
— Como você sabia o tamanho do meu dedo? — perguntei, com a voz falhando. Sério, Clara? De todas as coisas românticas, você pergunta isso? Eu me senti uma boba, o rosto queimando de vergonha.
Adrian deu um sorriso de lado, aquele jeito convencido que eu estava começando a amar.
— Naquela noite em que você bebeu demais... usei uma fitinha para medir enquanto você dormia. Eu já sabia que esse momento chegaria, Clara. Eu só estava esperando você perceber o óbvio.
Ele arqueou uma sobrancelha, o corpo ficando tenso e curioso.
— Condições? Sexo todo dia?
— Primeiro: eu vou continuar trabalhando. Não vou ser um troféu trancado em uma mansão. E segundo... — dei um sorriso desafiador — ...você não vai mandar em mim o tempo todo. Eu ainda tenho vontade própria, e você vai ter que aprender a lidar com isso.
Adrian soltou uma risada sombria, uma vibração que senti em todo o meu corpo. Ele me puxou para um abraço apertado, enterrando o rosto no meu pescoço.
— Vamos ver quanto tempo sua "vontade própria" dura quando estivermos sozinhos, Clara. Mas eu aceito o desafio. Para ter você. Por você eu aceito tudo! Eu te amo meu amor.
Chegamos ao solo com um solavanco. Ele me ajudou a organizar o decote do meu vestido e puxou a barra nas minhas pernas com aquele zelo possessivo. Ele me ajudou a descer, agradeceu ao homem da roda-gigante, e eu saí dali encarando minha mão. Eu estava noiva. Noiva.
E AI QUEM ESTÁ FELIZ PELA CLARA??? Adimito chorei escrevendo.

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