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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 216

( Vou ser boazinha e vou colocar parte desse dia da viagem em um capítulo só, vai ficar grande. Desfrutem.)

POV: CLARA

O domingo amanheceu com aquele brilho típico e radiante de Balneário Camboriú, mas minha mente ainda estava em transe, cativa pelos eventos da noite anterior. Quando voltamos para o hotel, foi quase impossível desgrudar da boca do Adrian. O clima de "noivos" e a adrenalina da roda-gigante deixaram o ar entre nós saturado de um desejo denso, uma fome que não aceitava um simples "boa noite" no saguão.

Mathew e Isadora subiram com as meninas, e nós dois ficamos para trás, fingindo que conferíamos algo na recepção para despistar qualquer olhar curioso. Mas, assim que o elevador subiu, Adrian me puxou com uma urgência possessiva pelo corredor de serviço. Ele não ia me deixar ir para o quarto tão cedo; ele precisava marcar território.

Acabamos em um quartinho de materiais de limpeza. O espaço era apertado, cheirando a desinfetante e lavanda, o que tornava tudo bizarramente engraçado e, ao mesmo tempo, terrivelmente excitante. O Imperador de Porto Alegre, de terno impecável e aliança no bolso, estava me prensando entre prateleiras de baldes e vassouras como um adolescente faminto.

Ele não perdeu tempo com delicadezas. Virou-me de costas contra a parede fria, levantando meu vestido com aquela pressa dominadora que já era sua marca registrada. Senti o impacto quando ele me invadiu de uma vez, um contato bruto, profundo e direto que ecoou no espaço pequeno. Adrian estava fora de si; a ideia de que eu agora era oficialmente dele parecia ter quebrado suas últimas barreiras de autocontrole.

Dessa vez, ele não se segurou. Ele me usou com uma sede avassaladora, os gemidos dele abafados no meu ombro enquanto ele buscava o próprio ápice com uma força que me deixava bamba. Quando ele finalmente gozou, senti o peso total do seu corpo contra o meu, uma entrega tão crua que me fez estremecer por inteiro.

— Agora você pode ir — ele sussurrou contra a minha pele, a voz rouca e vibrante, depositando um beijo possessivo na minha nuca antes de me soltar, os olhos brilhando com a satisfação de um predador.

Cheguei ao meu quarto em transe. Tomei um banho demorado, sentindo a água quente lavar o cansaço, mas deixando as marcas dele gravadas na minha pele como troféus. Já deitada, não resisti à tentação. Peguei o celular e mandei uma mensagem curta:

"Boa noite, meu Imperador."

A resposta veio segundos depois, iluminando meu rosto no escuro:

"Boa noite, noiva. Durma bem, porque amanhã você não terá descanso."

Sorri, sentindo o peso do diamante no meu dedo, e finalmente fechei os olhos. O domingo estava apenas começando.

O domingo de Dia das Crianças nasceu com um sol radiante, como se o próprio universo quisesse abençoar o que estava por vir. Vesti minha calça jeans mais confortável e tênis, já prevendo a maratona. Adrian, Mathew e Isadora já estavam a postos. O contraste era incrível: Mathew e Adrian, dois homens que exalavam perigo, autoridade e seriedade, agora carregavam mochilas com protetor solar e garrafas de água.

Quando cruzamos o portal do Castelo das Nações, a entrada do Beto Carrero World, parecia que tínhamos atravessado um portal para outra dimensão, onde a única regra era a alegria.

Nossa primeira parada foi a Vila Germânica, mas as meninas só tinham olhos para o B**e-B**e.

— Cada casal em um carro! — Ângela decretou, com a autoridade de uma pequena general.

Eu e ela entramos em um; Mathew e Isadora em outro; e Adrian e Geovana em um terceiro, pai e filha rindo como se estivessem planejando um assalto de alto risco. No momento em que a eletricidade ligou, a guerra começou. Adrian, com aquela competitividade nata de quem comanda um império, não teve piedade.

Ele manobrava o carrinho com uma mão só, a outra protegendo a filha, enquanto eu e minha cúmplice buscávamos o alvo: o carro do Mathew.

— Ali, Adrian! Pega eles! — eu gritei, rindo tanto que minhas costelas doíam. PÁ! O impacto do nosso carro contra o da Isadora foi tão forte que ela soltou um grito de surpresa. Mathew tentou revidar, mas Adrian era um piloto agressivo e nos protegeu com manobras precisas.

Ele ria, um riso aberto e livre que iluminava seu rosto de forma devastadora. Quando batemos nele, Geovana gritou em êxtase: "Pegamos o papai!".

Depois, fomos para o Big Tower. Olhei para aquela torre gigantesca desafiando o céu e senti minhas pernas virarem gelatina.

— Eu não vou nisso nem que me paguem — anunciei, dando um passo estratégico para trás.

— Medo, Noiva? — Adrian provocou, passando o braço pelo meu pescoço e sussurrando em meu ouvido de um jeito que me fez arrepiar. — Eu te seguro. Prometo.

Acabamos indo todos. A subida foi uma tortura psicológica lenta. Eu segurava a mão do Adrian com tanta força que meus dedos estavam brancos. Do outro lado, Isadora tentava manter a pose de mulher fatal, mas Mathew apertava a mão dela, o semblante sério de soldado dando lugar a uma careta hilária de tensão. As meninas pareciam as mais calmas; elas já conheciam a fera.

Quando o assento despencou, meu estômago pareceu ter ficado estacionado lá nas nuvens. O grito que saiu da minha garganta foi ecoado pelo de todos. Mas, quando finalmente tocamos o chão, a sensação de adrenalina era viciante.

— De novo! De novo! — as meninas imploravam, enquanto eu e Isadora tentávamos lembrar como se caminhava em linha reta sem cambalear.

Almoçamos na área temática do Madagascar. Era uma bagunça deliciosa e colorida. Comemos hambúrgueres gigantes, rimos das palhaçadas dos personagens e tiramos fotos que eu sabia que o Adrian guardaria em seu cofre pessoal como tesouros.

Logo depois, fomos para o Hot Wheels Epic Show. O barulho ensurdecedor dos motores, o cheiro de pneu queimado e as manobras impossíveis deixaram todos em transe. Adrian me puxou para o colo dele na arquibancada, as mãos circulando minha cintura com firmeza, o queixo apoiado no meu ombro.

— Você está se divertindo? — ele sussurrou contra meu pescoço, ignorando completamente a multidão ao redor.

— Eu estou vivendo um sonho, Adrian — respondi, vendo a alegria pura no rosto das meninas logo abaixo de nós.

No Rio Bravo, o desastre — ou a glória — aconteceu. Entramos todos no bote circular. A correnteza estava forte e o bote girava freneticamente. Mathew e Adrian tentavam, sem sucesso, manter uma postura digna enquanto o bote batia nas pedras. Em uma das quedas mais fortes, uma onda enorme atingiu em cheio o lado onde o Adrian estava. Ele ficou completamente encharcado. O terno leve que ele usava grudou no corpo, esculpindo cada músculo, e o cabelo, antes impecável, agora pingava.

O silêncio de choque durou um segundo, até que Ângela e Geovana começaram a gargalhar sem parar. Isadora e Mathew tentaram disfarçar, mas logo estavam rindo alto também.

— O papai virou um peixinho — brinquei, limpando uma gota de água do rosto dele. Adrian me olhou com um brilho vingativo e divertido. Ele pegou um punhado de água que restou no assento e jogou no meu rosto, começando uma guerra de água infantil dentro do bote que só terminou quando o monitor do brinquedo nos mandou descer, todos encharcados e felizes.

Terminamos o dia no Pula-Pula gigante. As meninas pulavam incansavelmente, enquanto nós quatro ficamos sentados em um banco próximo, observando o pôr do sol. Isadora encostou a cabeça no ombro do Mathew, e ele, pela primeira vez na frente de todos, deu um beijo terno na testa dela.

Olhei para o anel no meu dedo, brilhando sob o sol alaranjado do fim da tarde. Adrian segurava minha mão, traçando círculos lentos na minha palma com o polegar.

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