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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 218

POV/ CLARA

O retorno para Porto Alegre foi como mergulhar em um turbilhão de emoções e adrenalina. Se em Santa Catarina eu achei que tinha conhecido o Adrian em sua fome, na mansão provou que eu estava errada.

A primeira grande batalha foi a data do casamento. Adrian, com sua urgência possessiva, queria casar-se em uma semana. Depois de muita insistência minha, ele estendeu o prazo até 1º de novembro.

— Adrian, não! — eu bati o pé, rindo da sua incredulidade. — Menos de um mês? Eu nem escolhi o tecido do vestido, tenho trabalhos da faculdade para entregar e, sinceramente, eu quero aproveitar você como meu noivo antes de ser sua esposa no papel. Dizem que depois que se casam, os casais não transam mais.

— Isso nunca vai acontecer conosco — ele rebateu, parecendo um adolescente que acaba de descobrir o que é sexo. — Vamos transar todos os dias. No mínimo duas vezes por dia. É uma ordem.

Ele cedeu, com muito custo, mas não sem antes me prensar contra a parede do corredor e ditar suas condições: o casamento seria no dia 21 de janeiro. Senti um calafrio ao ouvir a data. 21 de janeiro. O dia em que, há quase um ano, eu fugi do Pará com nada além da roupa do corpo e o medo de ser violada. Adrian transformaria o dia da minha maior dor no dia da minha maior glória. Ele ia apagar o rastro de sangue da minha memória com o brilho de uma aliança.

Suas condições seriam sexo duas vezes por dia, se nem seria possível, segurança 24h no meu pé, eu iria viajar com ele e para finalizar teria que fazer Sexo em todos os cômodos da casa.

Enquanto os preparativos corriam sob o comando de ferro dele, a nossa vida entre quatro paredes — ou melhor, em todas as paredes da casa — era uma celebração constante. Adrian não me deixava em paz, e eu o provocava a cada chance. Transformamos a mansão em nosso parque de diversões particular, explorando lugares cada vez mais impróprios:

E na sala de estar jurávamos que as meninas estavam dormindo e até estavam. Só que Adelaide apareceu, e nos pegou no pulo, porque ouviu um barulho. Quanto constrangimento. O Momento mais constrangedor da minha vida.

Na Garagem: Ele me mandou escolher em quais carros eu queria "estrear" nossa nova fase. Transamos no carro esporte, na BMW e na SUV, transformando o couro dos bancos em testemunha da nossa luxúria.

Eu continuava sendo a Clara que ajudava Geovana com a matemática e Ângela com seus dilemas. Ia para a faculdade com segurança na porta, claro, mas assim que voltava, eu era a Clara do Adrian. A mulher que aceitava cada marca, cada comando e cada carícia bruta.

Olhando para trás, via o fantasma da mulher que namorava o Átila uma sombra pálida que aceitava migalhas. Em menos de 365 dias, eu fui sequestrada, amada, punida, protegida e, finalmente, reivindicada por um homem que me deu uma família e a segurança de que eu nunca mais estaria sozinha.

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