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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 219

POV/ CLARA

O dia do meu aniversário, 15 de novembro, amanheceu com uma promessa silenciosa pairando no ar, como a eletricidade que antecede uma tempestade. Adrian passou as últimas semanas tentando me subornar com luxos que eu mal conseguia processar: joias que custavam fortunas e refletiam a luz de forma quase agressiva, um guarda-roupa novo que ocuparia metade da mansão, ou uma viagem para qualquer coordenada do mapa que eu ousasse apontar o dedo.

Eu recusei tudo. Minha alma não tinha fome de ouro, tinha fome de presença.

— Eu só quero você, Adrian — eu disse a ele, encarando o abismo azul dos seus olhos.

Ele apenas sorriu. Aquele sorriso sombrio, carregado de uma sedução perigosa que ele dominava como ninguém. Um sorriso que dizia que ele sabia exatamente o que eu estava pedindo, mesmo que eu ainda não tivesse noção do preço.

— Você pode se arrepender de pedir por mim — ele avisou. Foi um alerta curto, seco. Ele não explicou, não elaborou. Apenas deixou a frase flutuar entre nós, carregada de um peso que me fez estremecer.

Naquela noite de 15/11, o Ambrosia Club teria sua festa de despedida. Adrian finalmente havia fechado a venda do clube, e o alívio que senti foi quase físico, como se um peso de toneladas tivesse sido retirado dos meus ombros. Saber que ele não pertenceria mais àquele submundo, que não haveria outras "garotas", outras distrações ou aquele cheiro de pecado constante, me deixou em paz.

Desde que voltamos de viagem, nossa rotina tinha sido um vendaval de desejo. Transamos em quase todas as partes daquela mansão — nos corredores, na cozinha, sob o olhar das estrelas no jardim — mas ele nunca tinha me levado de volta ao Ambrosia. Ele sempre dizia que, quando fizesse isso, seria inesquecível. E agora, enquanto eu observava o sol se pór naquele 15 de novembro, eu sentia que o "inesquecível" estava prestes a começar.

Por volta das 18h, a voz de Adrian ressoou pela casa me chamando ao quarto de hóspedes. Eu tinha acabado de sair do banho e ainda sentia o vapor da água morna na minha pele, um contraste com o frio na barriga que me perseguia desde cedo. Meu coração martelava contra as costelas, uma batida descompassada de ansiedade.

Ao entrar no quarto, parei. Em cima da colcha imaculada, o meu "presente" estava exposto. Não era uma caixa embrulhada com laços; era uma armadura de luxúria pura. Um vestido vermelho de seda, longo e fluido, com uma fenda lateral que parecia subir até o infinito. Ao lado dele, lingerie vermelha, sandálias de tiras finas e acessórios de cabelo que cintilavam como estrelas caídas sob a luz do abajur.

Adrian aproximou-se por trás, o calor do seu corpo me envolvendo antes mesmo do toque. Ele depositou um beijo casto na minha bochecha, enquanto suas mãos grandes e firmes repousavam nos meus ombros, reivindicando território.

— É para mim? — perguntei em um sussurro, envergonhada. — Eu disse que não precisava de presente.

— Isso não é para você, Clara. É para mim — ele sorriu, um brilho sombrio atravessando seu olhar.

— O que você está planejando, Adrian?

— Você vai descobrir. Por enquanto, apenas vista as lingerie o que preparei.

Peguei as peças íntimas e senti meu rosto arder instantaneamente. A lingerie era de uma renda vermelha impecável, mas de uma ousadia que eu nunca tinha visto. A calcinha era... aberta. Totalmente sem fundo, um convite explícito que deixava minha intimidade exposta ao menor toque. O sutiã era igualmente estratégico: possuía um recorte cirúrgico sobre os mamilos, com uma pequena aba rendada que podia ser aberta sem precisar tirar a peça, garantindo acesso imediato aos bicos do meu peito.

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