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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 220

POV/ CLARA

Demorei para me recompor. Cada movimento para vestir a seda vermelha era um desafio. A fenda do vestido parecia perigosamente alta, e as sandálias de salto me deixavam ainda mais vulnerável. Enquanto descíamos as escadas da mansão, minha mão apertava a dele com força.

O trajeto até o Ambrosia Club foi uma tortura deliciosa. Dentro do carro de luxo, Adrian parecia o próprio pecado encarnado, mas seus olhos estavam fixos no celular, controlando minha sanidade com um deslizar de dedos. A cada pressão na tela, os plugues dentro de mim ganhavam vida, vibrando em frequências que faziam meu corpo trair minha postura. Em um momento de pico, não aguentei; curvei o corpo e mordi o ombro do terno dele para não gritar.

Ele soltou uma risada baixa, uma vibração sombria que ressoou no meu peito, e me olhou com aqueles olhos azuis gélidos e provocativos.

— Comporte-se, pequena. O show ainda nem começou — ele disse, dando um tapinha firme na minha perna, um comando que me deixou ainda mais molhada.

Ao chegarmos, o cenário era de uma opulência agressiva. O Ambrosia estava lotado de pessoas cujos nomes valiam bilhões. Adrian havia acabado de vender o clube para um grupo de investidores árabes por uma cifra astronômica — três milhões de dólares. Era o fim de uma era.

— Senhores, gostaria de apresentar a minha futura esposa — a voz de Adrian ecoou, firme e possessiva, enquanto ele me apresentava à alta sociedade.

Eu sorria, apertava mãos e fingia que não havia dois objetos de metal vibrando dentro de mim. O calor entre minhas pernas era tanto que eu tinha a sensação de que o desejo estava escorrendo pela minha coxa, escondido apenas pela seda vermelha do vestido.

Em um momento de pausa, encontrei Lucas. Ele estava impecável e, ao me ver, abriu um sorriso sincero.

— Clara! Ou melhor, Sra. Cavallieri agora, não é? — ele brincou, puxando-me para um abraço rápido.

Aquele homem era um demônio. Um demônio que eu amava desesperadamente.

Mais tarde, encontrei Eleonora perto do bar. Ela continuaria como gerente das garotas sob a nova administração árabe. Ao me ver com o anel de noivado, ela ficou visivelmente chocada, uma expressão que misturava descrença e uma pitada de veneno.

— Então é verdade? O Imperador foi finalmente domado? — ela soltou uma fumaça de cigarro fino para o lado. — Você ganhou na mega-sena, garota. O Adrian é... intenso. Eu mesma posso confirmar que ele sabe exatamente o que faz entre quatro paredes.

Senti uma fisgada de ciúme amargo no estômago. O jeito que ela falou, dando a entender que conhecia cada detalhe do corpo dele, me deixou sem graça. Mas, antes que eu pudesse responder, a mão de Adrian pousou na minha cintura, reivindicando meu espaço.

— Eleonora. Espero que os novos donos apreciem seu trabalho tanto quanto eu apreciei o silêncio deles — ele disse, a voz gélida, tirando-me de perto dela antes que o clima pesasse mais.

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