POV/ CLARA
A noite seguiu sob sua vigilância constante. Eu bebi quase uma garrafa de vinho para acalmar os nervos, mas na terceira taça, Adrian simplesmente a tirou da minha mão.
— Chega, Clara. Você já está solta o suficiente. E eu quero você lúcida para o que vem depois.
Ele mandava em tudo: no que eu bebia, em como eu me sentava, no quanto eu sorria. E o pior — ou melhor — era que eu adorava aquela possessão. Eu estava arrepiada, sentindo que a qualquer momento minhas pernas cederiam.
Quando o relógio de carvalho do salão marcou 23h horas, o som das badaladas pareceu ressoar dentro do meu peito, misturando-se à vibração constante que Adrian ainda controlava pelo celular. Ele não precisou dizer nada; apenas me lançou aquele olhar de comando e inclinou a cabeça levemente em direção à saída. Ocupada com o prazer e o vinho, eu o segui como se estivesse em transe.
Ao chegarmos diante da porta do seu quarto particular, ele parou abruptamente. O corredor estava mergulhado em uma penumbra luxuosa.
— Calma. Antes de você entrar, preciso que faça algo por mim — ele disse em um tom calmo, mas autoritário que me fez estremecer. — Ajoelhe-se, Clara. Agora. Do lado de fora.
Senti o sangue subir para as minhas bochechas. O pânico de que algum funcionário ou convidado aparecesse naquele corredor me atingiu em cheio, mas a necessidade de obedecer era mais forte. Apoiei meus joelhos no tapete caro, sentindo o vestido vermelho subir pelas minhas coxas. Eu estava ali, a "esposa" do Imperador, ajoelhada na porta do quarto como uma serva.
Ele entrou e voltou segundos depois segurando um objeto de couro preto e detalhes em prata. Era uma coleira. Uma coleira de cachorro, impecável e pesada. Quando vi o que estava escrito Adrian no pingente de metal, não consegui conter um riso nervoso, uma mistura de choque e incredulidade.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido