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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 221

POV/ CLARA

A noite seguiu sob sua vigilância constante. Eu bebi quase uma garrafa de vinho para acalmar os nervos, mas na terceira taça, Adrian simplesmente a tirou da minha mão.

— Chega, Clara. Você já está solta o suficiente. E eu quero você lúcida para o que vem depois.

Ele mandava em tudo: no que eu bebia, em como eu me sentava, no quanto eu sorria. E o pior — ou melhor — era que eu adorava aquela possessão. Eu estava arrepiada, sentindo que a qualquer momento minhas pernas cederiam.

Quando o relógio de carvalho do salão marcou 23h horas, o som das badaladas pareceu ressoar dentro do meu peito, misturando-se à vibração constante que Adrian ainda controlava pelo celular. Ele não precisou dizer nada; apenas me lançou aquele olhar de comando e inclinou a cabeça levemente em direção à saída. Ocupada com o prazer e o vinho, eu o segui como se estivesse em transe.

Ao chegarmos diante da porta do seu quarto particular, ele parou abruptamente. O corredor estava mergulhado em uma penumbra luxuosa.

— Calma. Antes de você entrar, preciso que faça algo por mim — ele disse em um tom calmo, mas autoritário que me fez estremecer. — Ajoelhe-se, Clara. Agora. Do lado de fora.

Senti o sangue subir para as minhas bochechas. O pânico de que algum funcionário ou convidado aparecesse naquele corredor me atingiu em cheio, mas a necessidade de obedecer era mais forte. Apoiei meus joelhos no tapete caro, sentindo o vestido vermelho subir pelas minhas coxas. Eu estava ali, a "esposa" do Imperador, ajoelhada na porta do quarto como uma serva.

Ele entrou e voltou segundos depois segurando um objeto de couro preto e detalhes em prata. Era uma coleira. Uma coleira de cachorro, impecável e pesada. Quando vi o que estava escrito Adrian no pingente de metal, não consegui conter um riso nervoso, uma mistura de choque e incredulidade.

O quarto que eu conhecia havia desaparecido. No lugar do luxo minimalista, agora havia um arsenal de prazer e dor. Meus olhos saltaram de uma peça para outra, tentando processar o que via: uma cruz de Santo André encostada na parede, uma cadeira estranha com amarras que eu nem conseguia imaginar como funcionavam, chicotes de diferentes texturas pendurados e, sobre a cama, um emaranhado de cordas e algemas que pareciam esperar por mim.

Ele me arrastou por todo o quarto, fazendo-me circular por aquele novo território enquanto segurava a guia curta. Eu me sentia pequena, primitiva, uma cachorrinha sendo apresentada ao seu novo dono. Eu estava além de qualquer controle. O suor frio descia pelas minhas costas enquanto o calor entre minhas pernas se tornava insuportável. Eu estava tão molhada que cada movimento era um lembrete do quanto eu desejava ser destruída por ele.

Olhei para cima, para a figura imponente do Adrian em pé no centro do quarto, segurando minha coleira, e soube que não havia mais volta. O que seguiria mudaria o meu DNA para sempre.

FIM/ POV CLARA

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