(UM CAPÍTULO QUE CHOREI DEMAIS!!! )
POV/ ADRIAN
Os dias que antecederam a cerimônia foram um borrão de ansiedade e superação. Eu mal conseguia fechar os olhos sem que um filme passasse pela minha mente. Exatamente naquela mesma data, há um ano, eu corria pelas ruas sob a chuva, descalça e desesperada, fugindo de um monstro para salvar minha própria vida. O destino, em sua ironia poética, resolveu marcar essa transição de forma física: minha barriga deu um salto na última semana. Os gêmeos pareciam ansiosos para o grande dia. Tive que trocar o vestido de noiva às pressas por um modelo de seda imperial, com um corte império que caía como uma cascata sobre minhas novas curvas, acomodando com uma elegância divina as duas vidas que floresciam em mim.
Adrian, sendo o homem de gestos absolutos que sempre foi, transformou o que eu imaginei ser "simples" em um evento de uma opulência que tirava o fôlego. O jardim da mansão era agora um mar de orquídeas brancas, cujas pétalas pareciam veludo sob a luz do sol, com detalhes em ouro que gritavam o poder da linhagem Cavallieri. Ele convidou apenas o círculo mais íntimo, mas a energia ali era tão densa que parecia haver um exército nos protegendo.
A entrada foi o momento em que meu coração quase parou. Ângela e Geovana, radiantes em seus vestidos de tule que as faziam parecer fadas, entravam espalhando pétalas e sorrisos. Quando meus olhos finalmente encontraram os de Adrian no altar, o mundo silenciou. Não havia mais máfia, não havia passado, não havia medo. Ele me esperava com um olhar que misturava adoração religiosa e o triunfo de quem finalmente conquistou seu bem mais precioso.
Fizemos nossos votos sob o pôr do sol, que tingia o céu de Porto Alegre com tons de rosa e laranja. Adrian segurou minhas mãos, e seus dedos, sempre tão firmes e seguros, tremiam levemente — um detalhe que só eu, a sua Clara, poderia notar.
— Clara — ele começou, a voz rouca, vibrando contra o silêncio absoluto do gramado. — Há um ano, eu era uma estátua de gelo, obcecado em controlar cada batida de coração ao meu redor. Eu achava que a vida era uma linha reta e que eu era o único mestre do meu destino. Até você aparecer... com esse seu jeito desastrado, essa risada que bagunçou minha sanidade e uma pureza que eu achei que não existia mais no mundo. Você não entrou apenas na minha casa; você invadiu minha mente e reconstruiu meu espírito.
Ele apertou minhas mãos, e vi uma lágrima solitária desafiar a sua máscara de ferro.
— Eu menti. Eu agi de formas sombrias para te manter aqui. Mas a verdade é que eu incendiaria o mundo inteiro de novo, exatamente do mesmo jeito, só para garantir que você estivesse a salvo em meus braços. Hoje, eu não te dou apenas o sobrenome Cavallieri; eu te entrego minha alma e o meu império. Prometo ser o seu escudo e o pai desses dois coraçõezinhos que já chutam o seu ventre, ansiosos por este momento. Você está me dando uma família completa. Geovana e Ângela agora ganham uma mãe, e eu ganho a razão da minha existência. Agora, somos cinco corações batendo no mesmo ritmo.
Houve uma pausa carregada de eletricidade. O brilho de possessividade em seus olhos me fez estremecer.
— Você é meu oxigênio, Clara. Sem você, eu não respiro. Eu sou uma patologia... e ainda bem que você faz Psicologia, porque o meu problema, a minha cura e o meu vício é você. Eu te amo até o fim dos tempos.
Eu não conseguia mais conter os soluços. As lágrimas lavavam meu rosto, e minha voz mal saía. Apertei as mãos dele com toda a minha força, sentindo a aliança de diamantes deslizar pelo meu dedo — um selo de fogo e promessa.
— Eu te amo, Adrian. Hoje, amanhã e em cada vida que eu tiver — consegui sussurrar antes de ele me puxar para um beijo que não foi apenas um selo de casamento, mas a assinatura de um destino inquebrável.

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