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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 246

(CAPÍTULO ESPECIAL PARA VOCES - ENORMEE)

POV/ CLARA

O "Porão" estava mergulhado em um silêncio reverente, iluminado apenas por arandelas de luz âmbar que projetavam sombras suaves nas paredes de veludo. Eu estava no centro do tapete de seda, sentindo a textura macia sob meus joelhos. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo firme, deixando meu pescoço exposto para a coleira de couro negro que ele tanto adorava. Vestia apenas uma lingerie de renda vermelha provocante, aceitando plenamente o meu papel.

A porta se abriu. O cheiro de sândalo e o perfume caro do Adrian preencheram o ar. Ele caminhou até mim com a elegância de um predador.

— Você está inspirada hoje... — ele rosnou, a voz vibrando. — Engatinhe para mim, pequena.

Eu obedeci, sentindo o guizo da guia ecoar. Ele se sentou e me puxou para entre suas pernas, a mão possessiva enterrada na minha nuca enquanto ele se abria para mim. Eu me dediquei a ele com uma fome que o fez rosnar, aceitando o peso do seu domínio.

— Hoje eu vou foder você até você esquecer o próprio nome, Clara — ele sussurrou, a respiração quente contra o meu rosto.

Parei por um segundo, olhando-o de baixo para cima, o coração martelando.

— Não... — eu disse, quebrando o ritmo. — Acho melhor fazermos amor hoje, Adrian.

Ele franziu o cenho, o controle vacilando.

— Por que essa mudança súbita? Você sabe que eu não vim aqui para ser gentil.

— Porque tenho dois presentes para você — respondi, mostrando a pequena caixa sob o travesseiro.

O silêncio do "Porão" era ensurdecedor, quebrado apenas pelas batidas erráticas do meu coração que pareciam ecoar contra as paredes. Eu estava ajoelhada no centro do tapete de seda, com a coleira que ele tanto amava apertando meu pescoço, mas o verdadeiro sufoco vinha de dentro. Eu sentia cada músculo do meu corpo tremer, uma dor aguda de ansiedade que me fazia querer desaparecer.

Eu não tinha coragem de levantar a cabeça. Meus olhos estavam fixos na textura do tapete, as lágrimas já escorrendo silenciosas e quentes, molhando a renda vermelha da lingerie que eu vestia. Eu estava apavorada. O medo da rejeição, o medo de ter quebrado as regras dele, o medo de não ser a mãe que esses bebês mereciam... tudo se misturava em um soluço que eu tentava desesperadamente engolir.

Ouvi o som dos dedos longos de Adrian desfazendo o laço da caixinha. O estalo do papel de seda. O tempo parou. Eu não olhei. Mantive a cabeça baixa, os ombros encolhidos, esperando o julgamento do Imperador.

— Um filho... — A voz dele saiu em um sussurro falho, uma oitava abaixo do normal, carregada de uma incredulidade que me fez estremecer. — É o meu sonho realizado, Clara.

Somente ao ouvir aquelas palavras, meu coração deu um solavanco violento. Levantei o olhar de soslaio, por entre os fios do meu cabelo, e o que vi me desarmou por completo

As lágrimas começaram a cair, e eu não tive coragem de olhar diretamente para ele, escondendo o rosto entre as mãos.

— Você não está bravo? — perguntei levando a mão a boca, tentando conter meu soluços.

— Não de modo algum!!! — soltou uma risada curta, carregada de uma felicidade que ele não conseguia conter — isso é perfeito.

— Você realmente queria isso? Eu tive tanto medo...

Ele caminhou até e me levantou do chão e me puxou para um abraço tão apertado que senti o calor do seu corpo fundir-se ao meu.

— Não chore, minha Clara — ele sussurrou, beijando meu rosto com uma ternura que me fez soluçar. — Por que você acha que eu gozava tanto dentro de você? Eu queria você ligada a mim para sempre. Queria que o meu sangue corresse nas suas veias através de uma vida que criamos juntos. Você é minha, e agora, nada no mundo pode mudar isso.

Eu limpei as lágrimas e olhei bem no fundo dos olhos dele.

— Adrian... você tem uma boca muito amaldiçoada. Ou abençoada demais.

— O que quer dizer? — ele perguntou, acariciando meu rosto.

O prazer era uma onda de calor que subia lentamente, me cozinhando por dentro. Ele desceu a boca até o meu ânus, explorando-o com uma curiosidade devocional que me arrancou um gemido longo e agudo. Eu sentia a ponta da língua dele, o calor da sua saliva, e o modo como ele me venerava ali me fazia sentir poderosa e, ao mesmo tempo, completamente rendida.

Com uma delicadeza que me fez chorar, ele inseriu um dedo.

— Dói? — ele perguntou, parando o movimento, os olhos fixos nos meus com uma preocupação que eu nunca imaginei ver no Imperador. — Se te incomodar eu paro Clara... se você não quiser. Eu esperaria os nove meses inteiros se isso garantisse a segurança de vocês.

— Não para... — eu sibilei, puxando-o para mais perto. — Eu quero você.

Ele inseriu o segundo dedo, deslizando com um cuidado quase cirúrgico. A sensação era de preenchimento absoluto. Eu sentia cada nervura da pele dele, o calor da sua mão grande contra o meu baixo ventre, e o ritmo que ele iniciou era uma massagem na minha alma. Quando ele finalmente me penetrou, foi como se o mundo se encaixasse. Ele entrou devagar, centímetro por centímetro, enquanto seus dedos continuavam a estimular meu clitóris em uma sincronia perfeita.

Eu nunca imaginei que era possível gozar de forma tão lenta. Geralmente era uma explosão rápida, mas agora... era como se o meu corpo estivesse derretendo. O orgasmo começou como um formigamento nos meus dedos, subiu pelas pernas e se concentrou no ponto onde nossos corpos se uniam, explodindo em ondas de calor que pareciam durar uma eternidade. Eu sentia o suor dele pingar no meu peito, o cheiro de sândalo e pele, e a segurança de ser mantida naquele abraço protetor.

Adrian desmoronou sobre mim com um cuidado extremo, escondendo o rosto no meu pescoço. Senti o coração dele batendo em um ritmo frenético, um tambor descompassado que martelava contra o meu peito, unindo nossos ritmos.

— Eu nunca mais vou ser o mesmo, Clara — ele confessou contra a minha pele, a voz rouca e carregada de uma verdade que me fez estremecer. — Nesta noite, eu não te possuí. Eu te habitei.

Eu o abracei com força, sentindo o calor do seu corpo e a entrega que ele acabara de demonstrar.

— Me desculpa... você se segurou tanto — murmurei, sentindo um misto de gratidão e uma ponta de vergonha por ter exigido tanto autocontrole daquele homem sempre tão impetuoso.

Adrian levantou o rosto, prendendo meu olhar com uma intensidade que parecia ler minha alma. Suas mãos emolduraram meu rosto com uma possessividade que agora era pura adoração.

— Clara, meu amor transbordou em cada toque — ele declarou, e eu vi o brilho de uma devoção absoluta em seus olhos. — Esta noite é a prova de que você é muito mais do que apenas uma mulher para mim. Você é a minha vida, o meu sol e os meus satélites. Você é o eixo da minha gravidade. Sem você, Clara, o meu mundo simplesmente sairia de órbita.

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