Pov Adrian
O coração bateu rápido demais que pude sentir a mudança de ritmo por uma dor aguda. E foi a primeira vez que percebi que eu não estava no controle de nada.
— Depois que você tiver essa mulher — continuou Beyoncé, com a voz baixa, certeira — você vai descobrir o que realmente sente. Porque você não a conhece o suficiente para amar. Mas sabe o suficiente para desejar.
Eu a encarei, confuso. E ao mesmo tempo que fazia sentido… nada fazia.
— Então eu tenho que a ter? — perguntei, quase em um sussurro.
—É desejo, Adrian. Puro. Intenso. E você vai ter que lidar com isso… ou saciá-lo.
— Preciso dela então, custe o que custar.
Ela sorriu como quem já tinha visto isso mil vezes.
— Sim, se conseguir.
No sábado de madrugada, eu entrei no avião com uma mala de relatórios, três contratos fechados, um novo império de apostas criado.
Eu queria ver minhas filhas.
Queria ver minha casa.
Queria sentir o clima tropical do meu país.
Mas, acima de tudo… Ver ela...
Fechei os olhos no assento do jatinho e dormir por 10h. quase todo o trajeto.
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Voltar para casa foi como respirar após semanas preso debaixo d’água.
O avião pousou no final da tarde e, antes mesmo do motorista abrir a porta, eu já sentia o coração acelerado devido às meninas… Quando atravessei a porta da minha casa, duas pequenas torpedos me acertaram.
— PAPAAAAAAI! — Ângela gritou, se jogando no meu colo.
— Você demorou muito! — Geovana reclamou, subindo em mim como um macaquinho.
Abracei as duas com força. Senti o cheiro delas. O calor. A saudade queimou o peito.
— Eu precisava trabalhar — murmurei, beijando a testa de cada uma. — Mas agora vocês têm o papai todo para vocês.
Elas riram, animadas. Eu estava exausto… mas feliz.
A casa estava silenciosa. Clara já tinha ido embora.
Adelaide apareceu logo atrás.
— A senhorita Menezes foi liberada mais cedo. Porque final de semana passado ela me ajudou já que você não estava aqui. Então deixei que fosse descansar.
Assenti, tentando ignorar a frustração infantil que subiu por dentro.
As duas relaxaram automaticamente era o momento favorito delas.
E… o meu também.
Esse era o meu mundo.
Minha família.
Meu equilíbrio.
A fome estava ali, mas era diferente.
Eu precisava extravasar.
Precisava controlar.
Precisava sair da própria cabeça.
E o Ambrosia sempre foi o único lugar onde eu podia respirar.
Peguei as chaves.
— Vou sair — avisei aos seguranças.
O cheiro do couro, do incenso e do calor aprisionado entre as paredes do quarto já me deixava diferente antes mesmo de eu abrir a porta do meu refúgio. Quando empurrei a maçaneta, Eleonora já me esperava. Ela vestia lingerie branca, rendada, com a pele bronzeada e iluminada pela luz baixa, as coxas apertadas pela liga fizeram meu membro endurecer. Os lábios estavam pintados exclusivamente para mim. E na cama vários objetos que eu gostava de usar.
— Você demorou — Eleonora provocou com a voz baixa e quente.
Fechei a porta atrás de mim. O som do clique foi um veredito, selando o mundo exterior. Não usava a máscara; ali, com ela, eu era apenas um predador.
— Eu não quero conversar hoje — avisei.
— Sim, senhor.
Aproximei-me sem pressa, minha sombra crescendo sobre ela. Eleonora engoliu em seco. Ela estendeu a mão, mas segurei seu pulso no ar. O contato dela, mesmo que de súbito, não era bem-vindo.
— Você só toca quando eu mandar.
— Sim, senhor.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido