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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 28

Pov Adrian

Subi pela escada lateral até o mezanino, o ponto mais alto do clube, onde ficava o escritório. De lá, eu podia ver todo o club e o couvert, onde apenas eu e Eleonora podíamos circular. Tinha vestido meu terno branco impecável.

A música pulsava, grave, insistente. As luzes vermelhas cortavam ar. Corpos dançando, máscaras brilhando, suor, bebida, vozes, sussurros.

Sentei-me em um cadeira e peguei um copo de whisky, Não sentia a libertação que o BDSM me dava.

Ouvi o barulho do salto se aproximando antes de ela chegar. Eleonora parou ao meu lado, ajeitando a roupa.

—Você estava bem intenso hoje!

— Me desculpe por qualquer coisa. — disse sincero — A casa está cheia hoje — comentei desviando o assunto.

— O clube está bombando e com as novas garotas isso vai aumentar a popularidade.

Não respondi.

Ela franziu o cenho.

— O que está acontecendo com você?

Esfreguei o maxilar, irritado.

— Eu não sei, Eleonora —Eu ri um riso amargo, curto — Talvez eu esteja ficando doido.

Ela me observou com mais atenção.

— Quer que eu te mostre as novas meninas? Entraram cinco hoje. Nomes interessantes como te disse.

Ela apontou com o dedo as garotas. Ameixa, Uva, Leoparda… uma mais bonita do que a outra.

Eleonora olhou a prancheta digital novamente.

— …Mel — ela apontou discretamente para o andar de baixo — Ali, ó. A que está de macacão preto perto do bar é a Mel.

Acompanhei o gesto.

E então eu vi.

Aquela bunda redonda. Exagerada. Provocante. As curvas grandes, cheias, convidativas. O macacão preto colado demais, marcando cada centímetro. A máscara branca. O cabelo castanho… com mechas vermelhas?

Meu coração bateu tão forte que o peito pareceu pequeno demais para segurar o impacto. Senti a pulsação subir para o pescoço, latejando nas têmporas com um martelar doloroso.

Um frio cortante percorreu minha espinha não frio de medo e sim como um choque elétrico mal encaixado.

— Caralho… — sussurrei, congelado.

Meu estômago virou, como se algo ácido subisse queimando a garganta. A adrenalina entrou como uma facada líquida nas veias.

Levantei-me, inclinando o corpo para a frente, e me escorei na mureta de vidro. A raiva subiu rápida, grossa, ardida, como vômito forçando saída. Minha visão tremeu um pouco aquele tipo de tontura que deixa o mundo com bordas borradas escuras.

Aquela silhueta.

Aquele andar.

Aquele jeito desajeitado de ajustar a roupa.

Aquela cintura.

Meu corpo inteiro travou como se músculos do pescoço aos ombros tivessem sido puxados por ganchos de metal.

— Eleonora… quem é aquela? — minha voz saiu baixa, mas rasgada.

— A Mel — ela repetiu. — Primeira noite dela. A Cereja trouxe. Acho que ela se chama… Lara? Laura?

Virei o rosto devagar, como se cada movimento puxasse um fio tenso dentro da cabeça.

— Clara?

Eleonora estalou os dedos, lembrando.

— Isso! Clara! Ela mesma.

O sangue subiu tão rápido que senti calor nos ouvidos, um calor febril, quase ardido.

O ciúme veio como uma onda viscosa, pesada como se veneno tivesse enchendo o peito. Meu maxilar se fechou com tanta força que ouvi o estalo interno, e minhas mãos formigaram.

Percebi tarde demais que estava apertando o copo.

O vidro estourou, o estalo seco cortou o ar. O líquido escorreu pelos meus dedos, e só quando ardeu no corte é que percebi que me machuquei.

Eleonora deu um salto.

— Adrian! Meu Deus, sua mão... —

— O que essa mulher está fazendo no meu clube? — rosnei, ignorando o sangue quente descendo pelo pulso.

Antes que Eleonora respondesse, meus olhos voltaram para o salão. E aí eu vi.

Um cliente encostou nela. Segurou o braço dela. O som do salão sumiu.

Só ouvi meu próprio coração rápido demais, forte demais, a ponto de embaralhar minha visão.

O tipo de batimento que não tem nada de normal.

O tipo que anuncia destruição como se eu fosse explodir de dentro para fora.

O sangue jorrava da minha mão e eu não sentia dor nenhuma. Nada. Era como se a pele tivesse virado pedra.

Mas o peito… o peito ardia. Uma pressão quente, crescente, como se alguém tivesse enfiado a mão dentro de mim e estivesse apertando meu coração com força.

Passei a mão ensanguentada pelo rosto um gesto instintivo, raivoso. O sangue quente manchou minha testa, desceu pela sobrancelha, escorreu perto da boca. Nem percebi que sujei meu próprio rosto. Só senti o calor.

Olhei meu reflexo no espelho lateral do mezanino. Por um segundo, não me reconheci.

— Que porra é essa… — sussurrei para mim mesmo. — Que porra eu tô sentindo?

Eleonora se aproximou devagar, as mãos erguidas.

— Adrian… calma. Calma. Respira…

Mas eu já não respirava direito fazia minutos.

Saí do mezanino como um furacão. Um impulso bruto, instintivo. O sangue escorria pelos meus dedos, pingando no corrimão, no chão, na minha roupa. Eleonora correu atrás de mim.

Entrei no escritório e bati a porta com tanta força que a madeira gemeu.

Um segundo depois:

A mão em cima da mesa jogando tudo no chão.

A garrafa. O porta-lápis. Notebook. Papeis e documentos. Chutei a cadeira. Depois outra. Vidro. Madeira. Metal.

Eu destruía tudo enquanto respirava como um animal preso, arfando, o coração explodindo dentro do peito numa frequência que parecia errada, perigosa.

CAP. 28- A babá o objeto de Fixação do imperador. 1

CAP. 28- A babá o objeto de Fixação do imperador. 2

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