Mal consegui dormir e sobreviver o dia de sábado, vendo clara brincar com as meninas pela casa, ela usava uma jardineira jeans o cabelo amarrado em um coque malfeito, eu só conseguia imaginar que a noite teria aquele corpo nas minhas mão sob meu controle. A noite chegou e eu rumei direto ao clube assim que pude, como um homem que volta para o único lugar que entende a sua fome. Fiquei no quarto particular, em silêncio, contando segundos até a hora marcada. O relógio marcava 23:10 quando a porta rangeu.
A porta abriu
Eu estava na minha poltrona ainda com a mão enfaixada.
Ela entrou.
Um vestido preto, feito de escuridão e luxúria. Simples, justo, letal. A gola delicada enquadrava o pescoço que eu queria morder, e o tecido abraçava as curvas que eu queria esmagar. As pernas… grossas, cheias, feitas para enquadrar a minha cintura enquanto eu a fodia.
E então, ela tropeçou.
O salto escorregou e ela caiu, de bruços no meu tapete. O som da queda foi um escândalo tão absurdo que eu me engasguei com o ar. Era o caos dela invadindo o meu controle.
Como era desastrada! Mas não pude deixar de imaginar: se eu estivesse atrás dela, teria a vista perfeita de sua bunda empinada, ajoelhada daquele jeito.
Ela se levantou, envergonhada, vermelha até a raiz dos cabelos,puxando o vestido para baixo, tentando recompor a dignidade. O corpo dela, real, vívido, macio, em contraste gritante com o couro frio e o metal do ambiente.
E eu…
Eu sorri.
Um sorriso idiota, involuntário. O Imperador nunca sorri.
— Está tudo bem — consegui dizer, forçando-me a levantar devagar. A atração era uma dor física. Eu tive que focar na minha postura de General para não avançar nela e tomá-la ali, no chão. — Você se machucou?
Ela balançou a cabeça, tímida demais para me encarar.
— D-desculpa… eu sou muito… desastrada.
Com as lentes castanhas, a voz diferente. Ela não fazia ideia de quem eu era. E isso era uma vantagem perigosa.
— Pode ficar tranquila — murmurei, aproximando-me um passo de onde ela estava. A voz saiu mais baixa, mais grave, envolvente. — Você está segura aqui, Mel.
Eu cheirei o ar. Baunilha e pele limpa. Puta que pariu. Meu membro, já duro, latejou sob o tecido do meu terno.
— O… o que você quer que eu faça? — ela perguntou, dando um passo para trás, assustada.
— Sente-se aqui. — O meu controle era uma corda esticada. — Vamos só conversar.
Apontei para a poltrona oposta à minha. Ela hesitou, mas sentou-se na beirada, as mãos nos joelhos, como se esperasse um veredito.
Eu fui ao bar. Servir a bebida.
— Por que você me chamou aqui? — ela perguntou, baixinho.
Eu a encarei. Não conseguia desviar o olhar da boca dela, dos lábios carnudos e vermelhos.
— Porque eu queria te ver — respondi, e era a verdade mais nua que eu poderia dar. — E te conhecer melhor. Pode fingir que eu sou… sei lá… um Vegano.
Ela soltou um riso nervoso.
Inclinei-me para colocar mais bebida no copo dela, meu rosto ficou perigosamente perto do pescoço dela. Quente. Perfumado. Intoxicante.
— Você não quer me tocar!
— E o que eu mais quero no momento. Mas eu só vou te tocar quando você implorar. — sussurrei.
Ela se engasgou.
— N-nunca!
— Vai sim — murmurei com a certeza na minha voz era uma promessa cruel. — E eu vou esperar. Paciente.
Ela virou o copo inteiro de uma vez.
— E sua mão, você se machucou? — ela desviou o assunto, e seu olhar fixou no meu curativo.
— É, tive um pequeno infortúnio. Mas vou ficar bem.
— Doeu muito? Precisa de alguma coisa? Já limpou, desinfetou?
— Está tudo bem. Você entende de machucados?
— Sim. Quando eu era menor, sempre me machucava, sempre desengonçada, então tinha sempre que dar um jeitinho.
— Você é de onde?
— Pará.
— Veio em busca de realizar algum sonho?
— Uma vida melhor, com mais sossego e estabilidade. Quero muito terminar minha faculdade, fazer intercâmbio e ir morar fora, longe do que restou da minha família.
Longe? Nunca. Pensei, sentindo meu estômago gelar com a ameaça real de perdê-la.
— Por quê? Sua família é disfuncional? A minha também era.
— Pior, bem pior. — O semblante dela vacilou, e por um momento, ela levantou o copo pedindo mais bebida e eu a servi.
— E o que você quer para o seu futuro? — percebendo o desconforto sobre família, mudei de assunto — Pretende trabalhar aqui mais tempo? Mudar de ala, além do Couvert?
— Eu… não sei ainda. E eu não sou o padrão para esse tipo de lugar. Não sei se os outros iriam se interessar por mim.
Eu ri. De incredulidade.
— Mel… — aproximei mais abaixando e colocando as mãos nos braços da cadeira. Ela teve que se encolher e encostar as costas no encosto; fiquei tão próximo que minha testa quase tocou a dela. — Você é linda. E gostosa pra caralho. Há outros que com certeza também acham.
Ela prendeu a respiração.


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