(PARTE REPETIDA, APENAS PARA COMPLETAR TAMANHO MÍNIMO DO CAPÍTULO.)
(Gostei.
Só não me arrepiou como daquela vez, no clube.
No próximo fim de semana, eu voltaria a ver o Imperador.
Porque caralhos eu estava pensando em outro homem, justamente quando estava com o mais gentil que já passou pela minha vida.)
A outra semana passou rápido também. O senhor Adrian continuava fora viajando. As meninas retomaram a rotina normal e, com ela, o caos organizado de sempre: horários apertados, mochilas prontas, manhãs corridas, relatos longos sobre aulas que eu fingia entender completamente.
Natação, inglês, jiu-jítsu, música.
Tudo voltava ao eixo.
E eu, encaixada ali no meio.
Quase sem perceber, estava prestes a completar dois meses naquele trabalho. Dois meses vivendo naquela casa, naquela rotina, com aquelas meninas.
O primeiro salário tinha caido numa quarta-feira.
Olhei o aplicativo do banco duas vezes, só para ter certeza de que não estava imaginando. Fiquei parada na cozinha, apoiada na pia, sorrindo sozinha, com uma alegria boba, mas real.
Era meu dinheiro.
Do meu esforço.
Da vida que eu estava, aos poucos, construindo. E em breve receberia o segundo.
Na sexta-feira, veio uma notícia: por causa do feriado de Carnaval, eu teria cinco dias de folga.
Cinco dias inteiros.
As meninas viajariam para a casa da tia no Rio de Janeiro, junto com Adelaide, que cada vez mais parecia menos uma mordoma e mais uma avó silenciosa daquela família.
Enquanto Victor me levava para a faculdade, avisei:
— Vou ter folga… cinco dias — pude sentir meus olhos brilharem.
— Merecida — respondeu, sincero.
Expliquei que seria logo depois do último dia de aula. Cinco dias inteiros sem horários… Graças a Deus.
Ele abriu a porta do carro em frente à faculdade, sempre cordial. E então, senti que era hora de tomar a iniciativa pela primeira vez.
Sem pensar muito, me aproximei.


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