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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 38

Pov/ Adrian

Na manhã de domingo, vi quando Clara acordou. Ela se sentou na cama com as pernas dobradas sob o corpo, o cabelo preso de qualquer jeito. Vestia uma camiseta larga demais uma daquelas que fazem parecer que a pessoa pertence ao lugar. Ela se espreguiçou e desceu para a cozinha. Victor estava lá.

— Merda… — murmurei.

Claro. Eu mesmo tinha pedido para o Victor preparar o café. As meninas desceram um tempo depois. Passei o dia inteiro observando tudo pelas câmeras. Troquei o ângulo.

Quintal. Piscina.

O sol batia forte. A água estava azul clara demais para o humor que começava a se formar dentro de mim. As meninas gritavam, pulavam, espirravam água umas nas outras. Clara entrou na piscina até os joelhos, rindo, chamando a atenção delas.

Victor surgiu atrás dela.

Perto demais.

Próximo o suficiente para tocar.

Eu senti antes de ver. O corpo reagiu como se fosse um aviso primitivo.

Ele disse algo no ouvido dela. Clara virou o rosto e sorriu um sorriso leve, distraído. Victor estendeu a mão e afastou uma mecha de cabelo molhada do rosto dela.

Um gesto pequeno. Íntimo demais

Meu coração acelerou de um jeito violento.

Ele a beijou.

— Droga! — Joguei o notebook no chão. — Eu vou matá-lo.

Posso matá-lo, não posso?

Liguei para o Mathew.

— Marque um voo de volta para mim. O mais rápido possível.

— Não, senhor. Você não pode. Temos três reuniões essa semana.

— Eu preciso ir para casa.

— Não. Você precisa ficar aqui. Você é o dono. A responsabilidade é sua.

Alguns segundos depois, Mathew entrou no quarto sem avisar.

— Vai me dizer o que está acontecendo ou prefere continuar agindo como um louco?

Passei a mão pelo rosto.

— Vou embora hoje.

Ele riu, de incredulidade pura.

— Não vai.

— A empresa é minha.

— Justamente por isso — rebateu. — Comece a agir como dono, e não como uma criança mimada.

O olhar dele não desviou.

— Você odeia gastar dinheiro e está criando projetos milionários do nada. Você sempre adorou casas de festa, swing… e agora não sai do hotel. Não vai a festas, não janta fora, não olha para ninguém. Adrian, você não é mais você.

Silêncio.

— Seja lá o que estiver acontecendo — continuou — não vai desaparecer se você correr para casa.

Fechei os olhos por um segundo.

— Se eu ficar até quinta, conseguimos resolver tudo? — perguntei.

— Sim — Ele respirou fundo. — E, se quiser descansar, fique até sexta. Recesso de carnaval. Vou empurrar suas reuniões para abril e maio. Fique com suas filhas. Mas volte normal.

Normal.

Aquilo soou como uma ameaça.

Eu aceitei.

— Pode seguir para...

Um carro estacionou do outro lado da rua e abriu a porta.

Clara desceu primeiro.

Victor atrás.

Ela riu de algo que ele disse.

E ela… Ela o beijou.

ela o beijou.

Na boca.

Ele tocou o rosto dela ele a segurou pela cintura

O mundo ao meu redor ficou mudo.

Saí do táxi como um idiota, bati a porta com força demais. O som ecoou na rua.

Ela se virou assustada.

O olhar dela encontrou o meu.

E naquele instante eu soube: Não era só desejo ou posse

Era ciúme.

Como se algo tivesse sido arrancado de mim.

Meu corpo levou um choque elétrico tão intenso que coração errou as batidas.

A bile subiu à minha garganta, tão amarga que jurei estar sonhando.

Não, pior: estava em um pesadelo, e o pesadelo era protagonizado pelo urubu idiota do meu motorista com a minha garota.

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