— S-senhor Adrian… — ela balbuciou.
Victor passou novamente os braço nas costas dela, protetor, idiota.
— Não há regra que proíba — ele disse.
Eu não falei. Eu rosnei. O som foi abafado, mas o suficiente para Victor recuar um passo, percebendo o perigo.
— Vamos. — Meu maxilar travou com tanta força que senti o risco de fratura.
Eu soube, sem admitir em voz alta: Eu vou destruir isso. E vou destruir qualquer um que ache que tem direito de tê-la.
Entrei no carro.
Victor me cumprimentou pelo retrovisor, cordial como sempre. Disse algumas palavras triviais, daquelas que se dizem por educação. Eu respondi no automático.
Tive vontade de socá-lo.
Controlei.
Ele não tinha culpa dos meus sentimentos. Não tinha culpa dos meus problemas.
E, acima de tudo, era meu colega havia cinco anos.
— Senhor, o que faz por aqui? Como foi a viagem?
Respirei fundo antes de responder.
— Foi bem. E você?
— Estou bem… — ele hesitou, como quem mede as palavras. — Na verdade, acho que estou apaixonado.
Desgraçado.
Doeu no peito de um jeito físico, concreto. Como se alguém tivesse pressionado um órgão dentro de mim.
Apaixonado.
O que eu faria para afastá-lo?
Matá-lo?
Poderia. Claro que poderia.
Mas não faria isso.
Eu não queria que ela derramasse lágrimas por outro homem. Não por ele. Não por ninguém.
Então eu faria melhor.
O tiraria do meu caminho.
Inclinei o corpo levemente no banco, como se estivesse apenas conversando.
— Victor… — disse com naturalidade. — Lembra de um tempo atrás, quando você comentou comigo que queria ficar mais perto da sua família?
Ele pareceu surpreso.
— Lembro, sim.
— Então. — fiz uma pausa calculada. — Estive conversando com o Mathew. Decidi fundar uma filial da Tech Global em Goiânia.
— Goiânia?
— Sim. Uma unidade estratégica. — Continuei, calmo. — E pensei em você para ser o diretor geral. O que acha?
Mathew ia me matar quando descobrisse.
Porque aquilo não estava em nenhum planejamento. Não tinha sido discutido recentemente. Nunca seria autorizado.
Mas se eu tivesse que entregar uma empresa inteira para afastar Victor dela… eu entregaria.
Na verdade, para tê-la nos meus braços, eu acho que daria até a minha mansão. Talvez a minha fortuna.
Sério? — ele perguntou, incrédulo. — O senhor… faria isso?
— Faria. — respondi, sem hesitar. — Claro que sim.
Na minha cabeça, completei:
Na verdade, eu preferia mandar para a Coreia do Norte, China. Ou qualquer lugar o mais longe possível.
— Você vai precisar fazer um curso rápido de administração. — continuei. — O Mathew te treina. E depois você se muda de vez para Goiânia para nunca mais voltar.
Ele estava atordoado. Feliz demais para raciocinar.



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