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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 40

Pov/ ADRIAN

O clube estava vivo. Vermelho, abafado, pulsante como sempre, havia muita gente mais do que o normal. O mesmo som grave no peito, o mesmo cheiro metálico de desejo fácil. Coloquei a máscara com microfone, as lentes e entrei como sempre, dei uma volta pelo Couvert artístico, afinal precisava observar um pouco mais o lugar, muitas mulheres bonitas de roupas curtas, nuas e seminuas, mas quem eu queria enganar meus olhos percorriam o lugar procurando por alguém de mechas vermelhas e uma bunda grande.

E meus olhos a encontraram Clara. Vestida como Mel. Linda demais para aquele lugar. Nervosa. Luminosamente fora do contexto ela sorriu quando me reconheceu, um sorriso pequeno, tímido desses que não pedem permissão para existir. Más a lembrança na minha cabeça veio na mesma hora. As mãos de Victor na cintura dela. O beijo. A rua. O jeito como o mundo tinha ficado mudo.

Passei direto a ignorando. Não olhei para o lado. Matei o sorriso antes que ele terminasse de nascer. Ergui o queixo na direção da Kiwi, um comando silencioso ela piscou, surpresa, mas obedeceu e veio atrás de mim.

Eu não precisei olhar para trás para saber: Clara ficou parada no meio do salão. E o sorriso morreu na boca dela. “Merda eu havia a desapontado. Uma sensação atravessou meu peito como uma flecha fria, mas eu segui caminhando firme.

Ignorar era a única forma de tentar sobreviver ou eu iria enlouquecer.

Na Sala Privada A porta se fechou atrás de mim.

A luz era baixa, dourada, falsa. Kiwi tirou a roupa com a eficiência de quem já conhecia o ritual movimentos sem nenhuma pressa. Ficou apenas de lingerie, o corpo perfeito à disposição. Ela subiu no palco, segurou a barra do pole dance.

O corpo deslizou envolta do metal com precisão. Quadris lentos. Coluna arqueando semblante sensual, mordia os lábios, passava a mão pelo corpo, ela sabia que era bonita e usava seu charme ao seu favor. O cabelo caia como distração planejada. Ela dançava para mim, rebolava para mim. Mas eu não estava ali. O movimento virou ruído.

O corpo dela, um borrão impecável. Nenhum impacto. Minha mente insistia em Clara.

O olhar ferido. O sorriso quebrado por minha culpa. Kiwi percebeu. Desceu do palco, aproximou-se devagar e se sentou atrás de mim no sofá e começou a massagear meus ombros.

— O que foi, Imperador? — a voz baixa, cuidadosa. — Eu fiz algo errado?

— Não — murmurei. — só estou com a cabeça em outro lugar.

Ela hesitou, mas continuou a massagem, mãos firmes descendo pelo pescoço, pelas costas. O corpo dela encostava no meu propositalmente quente e disponível.

Eu não senti… nada.

— Sente-se aí — pedi, abrindo os olhos. — Tome alguma coisa. Me distraia um pouco.

Kiwi me observou por um segundo longo demais. Não era rejeição. Era desuso.

O clube inteiro poderia dançar para mim naquela noite.

Nenhuma das garotas iria conseguir entrar na minha mente, ela já estava ocupada por Clara.

Ficamos ali, bebendo uma garrafa de vinho branco. Kiwi não era vazia como eu imaginava: tinha três irmãos mais novos; um cursava Odontologia; ela trabalhava no clube para ajudar a pagar a faculdade dele. Vinte e cinco anos. Tantas responsabilidades. Nossas vidas não podiam ser mais diferentes.

— Você não vai querer nada mesmo, Imperador? — ela perguntou.

— Não. Me diz ai por que tem tanto movimento hoje no clube hoje? — tentei mudar de assunto.

— Evento fechado daqueles grupos grandes — deu de ombros. — Gente da China, dos Estados Unidos. Empresários. Aqueles que pagam bem.

— E quem são os clientes? Carnívoros? Veganos?

— Os dois, hoje lá em cima reservaram aquela sala grande. As novatas foram todas convidadas. Vai ter… você sabe. Aquela coisa.

Levantei o rosto devagar.

— Novatas? Todas? — repeti para ter certeza.

Kiwi hesitou por um segundo, depois falou natural, até com uma pontada de desdém que me cortou:

— Todas as novatas. Inclusive as do couvert artístico.

— A Mel, por exemplo?

Kiwi arqueou a sobrancelha, quase debochada.

— A Mel? Está sim. A virgem né, Inclusive estão comentando que hoje é o dia dela ganhar bastante dinheiro — Deu um gole no vinho, sem perceber o estrago que aquelas palavras causaram em mim.

CAP. 40-  Mel/Clara a minha perdição 1

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