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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 42

POV — Adrian

Eu estava deitado na cama, e ela sobre mim.

Não era apenas o peso do corpo dela — era a forma como me ocupava, como se tivesse decidido que aquele espaço me pertencia menos do que a ela. O calor que vinha da pele dela me envolvia por inteiro, denso, sufocante, impossível de ignorar. As coxas firmes se encaixavam de cada lado do meu quadril, abertas o suficiente para me manter exatamente onde ela queria. Não havia pressa em seus movimentos. Ela se movia com autoridade, subindo e descendo devagar, controlando a pressão e o ritmo como quem conhece o próprio poder e faz questão de exercê-lo.

Eu sentia cada deslocamento, cada mudança mínima de peso, como se meu corpo estivesse sendo reeducado a obedecer. O ritmo era calculado. Cruel. Deliberado. Como se ela soubesse que não precisava ir rápido para me destruir — bastava manter o controle.

Minhas mãos subiram instintivamente, quase desesperadas por algum ponto de apoio. Agarrei sua cintura antes de deslizar pelas costas nuas, sentindo a tensão sob a pele, os músculos reagindo enquanto ela se arqueava levemente para frente. O toque me deixava consciente demais de tudo: da respiração pesada, do calor concentrado entre nós, da impossibilidade de fugir daquela posição.

Ela se inclinou sobre mim, e o mundo pareceu encolher. Tudo se reduziu ao peso dela, à sombra que projetava sobre o meu corpo, à sensação de ser observado, escolhido, dominado. Meus sentidos estavam todos voltados para ela, como se qualquer outra coisa tivesse deixado de existir.

Ela respondeu intensificando o movimento do quadril, pressionando ainda mais contra mim, como se quisesse me manter ali, imóvel, submisso à cadência que ela impunha. Eu estava por baixo. Preso. À mercê daquela mulher que, mesmo sem dizer uma palavra, comunicava domínio absoluto.

E o mais perturbador era o quanto eu aceitava.

O paraíso — percebi tarde demais — não estava em tocá-la. Estava em ser mantido ali, rendido, incapaz de reagir.

Acordei com um gemido preso na garganta.

O corpo pulsava, quente demais, rígido demais, como se ainda estivesse preso ao sonho. A realidade veio lenta, cruel. O quarto estava escuro, silencioso, mas meu coração batia forte contra as costelas, denunciando que eu não tinha escapado ileso. Senti a umidade grudenta e incômoda colada à pele e fechei os olhos por um instante, irritado comigo mesmo.

Era só mais um sonho.

Mas o corpo não parecia entender isso.

Sentei-me na cama com um solavanco. O lençol grudava na pele suada, a respiração ainda irregular. A cueca colada denunciava o que eu tentava negar desde a noite anterior. O problema ainda pulsava, insistente, quase provocador.

Eu precisava dela.

Dominante. Provocante. Intensa.

— Porra… Clara Menezes…

O nome escapou baixo, carregado de frustração. Passei a mão pelo rosto e pelos cabelos, tentando me recompor. Tentando convencer a mim mesmo de que nada daquilo tinha sido real. Que era só a mente me traindo, reorganizando em imagens tudo o que eu vinha evitando desde a noite anterior.

Mas o corpo não entendia lógica. Nem hierarquia. Nem regras.

No espelho, vi um homem tenso, cansado, perigosamente perto de uma linha que sempre jurou não cruzar. Dormira mal. Pouco. Quase nada. E sabia que aquela inquietação não desapareceria sozinha.

Precisava expulsar o nome dela do meu corpo antes que fosse tarde demais.

Ou admitir, de uma vez por todas, que talvez já fosse.

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