POV — Adrian
Eu estava deitado na cama, e ela sobre mim.
Não era apenas o peso do corpo dela — era a forma como me ocupava, como se tivesse decidido que aquele espaço me pertencia menos do que a ela. O calor que vinha da pele dela me envolvia por inteiro, denso, sufocante, impossível de ignorar. As coxas firmes se encaixavam de cada lado do meu quadril, abertas o suficiente para me manter exatamente onde ela queria. Não havia pressa em seus movimentos. Ela se movia com autoridade, subindo e descendo devagar, controlando a pressão e o ritmo como quem conhece o próprio poder e faz questão de exercê-lo.
Eu sentia cada deslocamento, cada mudança mínima de peso, como se meu corpo estivesse sendo reeducado a obedecer. O ritmo era calculado. Cruel. Deliberado. Como se ela soubesse que não precisava ir rápido para me destruir — bastava manter o controle.
Minhas mãos subiram instintivamente, quase desesperadas por algum ponto de apoio. Agarrei sua cintura antes de deslizar pelas costas nuas, sentindo a tensão sob a pele, os músculos reagindo enquanto ela se arqueava levemente para frente. O toque me deixava consciente demais de tudo: da respiração pesada, do calor concentrado entre nós, da impossibilidade de fugir daquela posição.
Ela se inclinou sobre mim, e o mundo pareceu encolher. Tudo se reduziu ao peso dela, à sombra que projetava sobre o meu corpo, à sensação de ser observado, escolhido, dominado. Meus sentidos estavam todos voltados para ela, como se qualquer outra coisa tivesse deixado de existir.
Ela respondeu intensificando o movimento do quadril, pressionando ainda mais contra mim, como se quisesse me manter ali, imóvel, submisso à cadência que ela impunha. Eu estava por baixo. Preso. À mercê daquela mulher que, mesmo sem dizer uma palavra, comunicava domínio absoluto.
E o mais perturbador era o quanto eu aceitava.
O paraíso — percebi tarde demais — não estava em tocá-la. Estava em ser mantido ali, rendido, incapaz de reagir.
Acordei com um gemido preso na garganta.
O corpo pulsava, quente demais, rígido demais, como se ainda estivesse preso ao sonho. A realidade veio lenta, cruel. O quarto estava escuro, silencioso, mas meu coração batia forte contra as costelas, denunciando que eu não tinha escapado ileso. Senti a umidade grudenta e incômoda colada à pele e fechei os olhos por um instante, irritado comigo mesmo.
Era só mais um sonho.
Mas o corpo não parecia entender isso.
Sentei-me na cama com um solavanco. O lençol grudava na pele suada, a respiração ainda irregular. A cueca colada denunciava o que eu tentava negar desde a noite anterior. O problema ainda pulsava, insistente, quase provocador.
Eu precisava dela.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido