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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 44

Cheguei em casa por volta das duas da tarde, com a cabeça ainda latejando de números e reuniões, mas o cenário no jardim era o oposto do meu escritório. A piscina parecia um espelho sob o sol, mas o silêncio durou pouco.

Ângela, sempre a "perfeitinha", saltou primeiro. Um mergulho técnico, elegante, quase sem respingar. Já Geovana... bom, Geovana parecia uma bomba de efeito moral. Ela saltou logo atrás, garantindo que cada centímetro cúbico de água atingisse o meu terno italiano.

— Ei! — protestei, limpando o rosto, enquanto tentava manter uma postura de autoridade que eu sabia que já tinha perdido.

— Você prometeu que ia entrar! — Geovana gritou, surgindo na superfície como um pequeno tubarão animado.

— Eu disse que talvez entrasse — corrigi, embora já estivesse desabotoando os punhos da camisa.

— Mentiroso! — As duas dispararam em coro. É um complô. Eu moro com duas pequenas ditadoras.

Não tive escolha. Me rendi ao "golpe de estado", tirei a camisa e mergulhei. A água fria deu um choque de realidade no meu corpo, lavando o peso do dia. Por alguns minutos, eu não era o CEO da TechGlobal ou o Imperador do Ambrosia. Eu era apenas o alvo de competições de natação que elas inventavam no improviso e cujas regras mudavam sempre que eu estava prestes a ganhar.

— Papai, olha! — Geovana tentou um movimento que parecia uma mistura de balé com um ataque de pânico. Ela quase me deu uma joelhada no nariz.

Segurei-a pela cintura antes que ela submergisse de vez.

— Você está tentando nadar ou se afogar, pequena? — perguntei, rindo.

— Não estou me afogando. Estou ganhando — ela respondeu com uma seriedade que me fez rir de verdade. O ego dela é definitivamente meu.

Mais tarde, o caos se mudou para a varanda. Estávamos os três, meio úmidos e com cheiro de cloro, cercados por uma explosão de lápis de cor e papéis.

— Vamos desenhar a família — anunciou Ângela, com o tom de quem está ditando um decreto real.

Subi para o banho. Deixei a água quente castigar meus ombros, tentando me convencer de que a noite seria tranquila. Nada de viagens, nada de negócios escusos. Eu tomaria um chá, leria um pouco e dormiria como um homem normal.

Abri o armário. Fechei. Peguei uma camisa preta. Não, sombrio demais. Cinza? Básico demais. Troquei de roupa três vezes, como um adolescente idiota antes do primeiro encontro.

O problema não era a droga da roupa. Era a mentira que eu contava para mim mesmo enquanto pegava as chaves do carro.

— Só vou ver se ela está lá ... conferir o movimento — murmurei para o meu reflexo no espelho.

O reflexo não acreditou. Eu também não. Mas a força que me puxava em direção ao clube era mais forte do que qualquer bom senso. Saí em silêncio, abandonando o pai de família e assumindo, mais uma vez, o papel do homem que não sabe quando parar.

Verifiquei se as meninas já tinham dormido. Parti. Talvez descansasse no clube, talvez apenas observasse, tentando organizar a mente, talvez dormisse no meu cedro de masoquismo.

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