Abri um espaço mínimo, o ar entre nós carregado de eletricidade estática.
— Eu não sei nada, Adrian. Nunca estive com um homem antes. — A confissão dela fez cada pelo do meu corpo se arrepiar. — Você pode... me ensinar?
Uma onda de posse violenta me inundou. Eu seria o primeiro. O único. O dono de cada descoberta, de cada gemido, de cada centímetro daquela pele.
— Posso — minha voz saiu como um trovão baixo. — Mas vou te moldar para mim. Não para qualquer outro pé-rapado.
Os dedos dela cravaram no meu moletom, puxando, implorando por contato.
— Você vai gritar meu nome — sussurrei no ouvido dela, sentindo-a estremecer da cabeça aos pés. — E vai implorar para que eu não pare. Jamais.
— Eu não deixo homens encostarem em mim — ela confessou, a respiração batendo no meu pescoço. — Desde que... aquilo aconteceu... eu travo. Sinto nojo. — Ela engoliu em seco, encostando a testa no meu ombro. — Mas você... quanto mais você toca, mais eu quero.
Eu a prensei contra a parede, sentindo o calor vulcânico que emanava debaixo daquele cetim vermelho. Beijei a curva do seu pescoço, aspirando seu perfume como um viciado.
— Muito bem — finalizei, encarando o fundo da alma dela com o sorriso de quem acabara de conquistar um império. — Vou te ensinar o que é sensação de verdade. Isso aqui? É desejo. É tesão, Mel. Você é minha.
Minha mão desceu pela curva do quadril dela, encontrando a carne farta da bunda que se encaixava perfeitamente na minha palma. Era a perfeição. Apertei com força, um rosnado baixo escapando da minha garganta enquanto a suspendia contra a parede. Clara, num instinto que me incendiou, entrelaçou as pernas na minha cintura. O calor úmido entre as coxas dela pressionou meu quadril, queimando através do moletom. Era o paraíso, e eu estava ali, tentando desesperadamente não me perder nele.
Eu a beijei com uma posse bruta. O gosto era uma mistura inebriante de pecado e rendição.
Com um esforço sobre-humano, eu a afastei, sentando-a na poltrona. Meus pulmões ardiam.
— É isso o que seu corpo diz quando você realmente quer alguém — falei, a voz rasgada.
Ajoelhei-me diante dela, minhas mãos firmes em suas coxas, sentindo o tremor que a percorria. Deslizei uma mão para o peito dela, por cima do cetim. Senti o volume pesado, o mamilo rígido e, principalmente, o coração dela galopando sob minha palma, como um pássaro tentando escapar da gaiola.
— Eu quero que você sinta isso aqui. Não é o ato que importa; é como você se sente.
Guiei a mão dela até meu ventre, cobrindo os dedos dela com os meus. Desci sua mão até onde meu corpo já gritava, rígido e pulsante.
— Isso aqui — sussurrei perto do seu ouvido, quase como uma advertência — é o que você faz comigo. É o tesão que você provoca. É assim que um homem reage quando quer algo mais do que o próximo suspiro.
Ela soltou um gemido que foi música para os meus ouvidos.
Deitei-me ao lado dela e ela se acomodou, a cabeça pesando no meu ombro. Tive que aceitar o absurdo: eu, o Imperador, estava assistindo a um filme naquele quarto onde nunca houve nada além de suor e transações frias. Mas com ela... as regras pareciam ter sido escritas em outra língua. Uma língua que eu ainda estava aprendendo a falar.
O filme começou, mas minhas retinas só captavam a presença dela. Durante a história, Clara riu — um som leve, honesto, que ecoou pelas paredes frias. E, no final, ela chorou. Senti a lágrima quente escorrer pelo meu braço. Enxuguei-a com o polegar e selei seus lábios com um beijo suave. Não era posse. Era conforto.
Aos poucos, o corpo dela relaxou. A respiração ficou lenta, rítmica. Ela adormeceu.
Fiquei ali, preso sob o peso do corpo dela, rendido de um jeito que nunca experimentei. Eu jamais dormia com ninguém. Mas com ela... eu não conseguia mandá-la embora.
Clara estava ali. Na minha cama. Desarmada. O vestido vermelho tinha subido, revelando a curva sedosa do quadril, a pele clara que eu ansiava por marcar.
Levantei-me devagar, como se qualquer movimento pudesse quebrar o encanto. Minha ereção ainda latejava, teimosa. Fui ao banheiro e respirei fundo, usando apenas a memória do gosto dela para liberar a tensão que meu corpo não suportava mais.
Voltei mais calmo. Mais vazio. E infinitamente mais confuso.
Deitei-me novamente, respeitando o espaço dela, mas perto o suficiente para ser alimentado pelo seu calor. Pela primeira vez em anos, não havia pressa. Não havia encerramento.
Havia apenas uma mulher dormindo ao meu lado. E a certeza incômoda de que eu tinha cruzado um limite sem volta. Um limite chamado Clara.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido