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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 46

Abri um espaço mínimo, o ar entre nós carregado de eletricidade estática.

— Eu não sei nada, Adrian. Nunca estive com um homem antes. — A confissão dela fez cada pelo do meu corpo se arrepiar. — Você pode... me ensinar?

Uma onda de posse violenta me inundou. Eu seria o primeiro. O único. O dono de cada descoberta, de cada gemido, de cada centímetro daquela pele.

— Posso — minha voz saiu como um trovão baixo. — Mas vou te moldar para mim. Não para qualquer outro pé-rapado.

Os dedos dela cravaram no meu moletom, puxando, implorando por contato.

— Você vai gritar meu nome — sussurrei no ouvido dela, sentindo-a estremecer da cabeça aos pés. — E vai implorar para que eu não pare. Jamais.

— Eu não deixo homens encostarem em mim — ela confessou, a respiração batendo no meu pescoço. — Desde que... aquilo aconteceu... eu travo. Sinto nojo. — Ela engoliu em seco, encostando a testa no meu ombro. — Mas você... quanto mais você toca, mais eu quero.

Eu a prensei contra a parede, sentindo o calor vulcânico que emanava debaixo daquele cetim vermelho. Beijei a curva do seu pescoço, aspirando seu perfume como um viciado.

— Muito bem — finalizei, encarando o fundo da alma dela com o sorriso de quem acabara de conquistar um império. — Vou te ensinar o que é sensação de verdade. Isso aqui? É desejo. É tesão, Mel. Você é minha.

Minha mão desceu pela curva do quadril dela, encontrando a carne farta da bunda que se encaixava perfeitamente na minha palma. Era a perfeição. Apertei com força, um rosnado baixo escapando da minha garganta enquanto a suspendia contra a parede. Clara, num instinto que me incendiou, entrelaçou as pernas na minha cintura. O calor úmido entre as coxas dela pressionou meu quadril, queimando através do moletom. Era o paraíso, e eu estava ali, tentando desesperadamente não me perder nele.

Eu a beijei com uma posse bruta. O gosto era uma mistura inebriante de pecado e rendição.

Com um esforço sobre-humano, eu a afastei, sentando-a na poltrona. Meus pulmões ardiam.

— É isso o que seu corpo diz quando você realmente quer alguém — falei, a voz rasgada.

Ajoelhei-me diante dela, minhas mãos firmes em suas coxas, sentindo o tremor que a percorria. Deslizei uma mão para o peito dela, por cima do cetim. Senti o volume pesado, o mamilo rígido e, principalmente, o coração dela galopando sob minha palma, como um pássaro tentando escapar da gaiola.

— Eu quero que você sinta isso aqui. Não é o ato que importa; é como você se sente.

Guiei a mão dela até meu ventre, cobrindo os dedos dela com os meus. Desci sua mão até onde meu corpo já gritava, rígido e pulsante.

— Isso aqui — sussurrei perto do seu ouvido, quase como uma advertência — é o que você faz comigo. É o tesão que você provoca. É assim que um homem reage quando quer algo mais do que o próximo suspiro.

Ela soltou um gemido que foi música para os meus ouvidos.

CAP. 46- Contra o Impulso 1

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