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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 49

Pv/ Clara

Depois do banho, vesti um vestido florido de alcinha, leve, fresco.

Prendi o próprio cabelo num coque improvisado daqueles que a gente faz girando o cabelo e travando com o próprio fio.

Cheguei No trabalho com aquela sensação renovada de boa noite de sono. O domingo tinha sido… intenso demais.

A casa estava silenciosa demais para um horário daquele. Silenciosa e… caída.

Encontrei a Adelaide na cozinha, fazendo almoço.

— Bom dia — murmurei olhando ao redor, geralmente elas me esperam no jardim.

— Bom dia, querida. Elas estão emburradas hoje — ela avisou, suspirando. — Desde cedo trancadas no quarto. Não quiseram nem tomar café.

Ergui as sobrancelhas.

— Mas por quê?

— Já, já você vê.

Subi a escada.

E no topo, dei de cara com o Adrian descendo. O ar ficou mais pesado. Ele também parou.

— Bom dia — ele disse, com a voz neutra demais.

— Bom dia — respondi, tentando soar normal.

Um silêncio estranho se espalhou.

— Dormiu bem? — ele perguntou.

— Dormi — E você?

— Incrivelmente bem— e sorriu genuinamente.

O silêncio se alongou.

— Vou ver as meninas — falei.

— Talvez você consiga fazer elas levantarem e comerem alguma coisa — ele murmurou. — Eu… não obtive sucesso.

Franzi o cenho.

— Mas o que aconteceu?

Ele passou a mão na nuca, frustrado.

— Elas tinham uma viagem programada iam visitar a tia Aurora no Rio. A Adelaide que as levaria. E eu consegui alguns dias de folga iriamos de carro fazendo um tour entre os estados.

— Que bom! Elas me falaram da viagem, você vai junto?

— Eh... era para ser né, mas a mãe da Adelaide vai fazer cirurgia. Então cancelamos. E… elas ficaram assim rebeldes.

— Vou conversar com elas — respondi.

Ele apenas assentiu e caminhou comigo até a porta do quarto ficando escorado no portal, e eu entrei.

Ângela e Geovana estavam encolhidas na mesma cama, abraçadas aos travesseiros, com caras de mundo acabado.

— Ei… — entrei devagar, sentando-se na beirada. — O que houve?

Ângela fungou. Geovana cruzou os braços, emburrada.

— A gente ia ver a tia Aurora — Geovana disse. — E o papai mentiu!

— Não menti — Adrian corrigiu da porta. — Só… não deu.

— Não deu por sua causa, papai, se tivéssemos ido antes — Ângela rebateu.

Respirei fundo e me coloquei entre elas.

— Às vezes as coisas mudam — expliquei. — Isso não quer dizer que seu pai não queria ir. Só quer dizer que… não aconteceu do jeito planejado.

As duas começaram a chorar de verdade.

— E agora não vamos porque não tem ninguém para ir com a gente! — Ângela lamentou.

— O papai sozinho não dá conta — Geovana completou.

— Uma pena, isso, vamos aproveitar aqui, podemos fazer pipoca e maratona de filmes da Barbie, podemos programar e falar mais sobre a festa de aniversário de vocês.

Antes que eu terminasse, Adrian me cortou:

— Clara… eu não queria te incomodar. — Ele respirou fundo. — Mas será que teria como você ir com a gente? Eu te pago. Dobrado. Te dou um bônus. A gente vai de carro até o Rio e volta de avião.

Ele levantou a mão como quem conta nos dedos:

— Paramos no Beto Carreiro… depois em Balneário Camboriú no shopping… podemos passar pelo zoológico da Quinta da Boa Vista… e se você quiser, até damos uma desviada para Gramado, ou Florianópolis. Escolham. O que vocês quiserem.

As meninas explodiram num grito.

— A Clara vai! A Clara vai! A Clara vai!

Antes que eu tivesse qualquer chance de dizer não, fui engolida por um abraço coletivo, as duas me derrubando para trás.

— Vamos!!! — elas berraram.

E eu ali… esmagada, sem ar… e sem a menor possibilidade de recusar.

Olhei para o Adrian.

E ele me olhou de volta.

Com aquele olhar que nunca significava só o que parecia. Mas eu não fazia ideia se estava incomodado ou aliviado.

E tinha acabado de enterrar a viagem com o Victor sem nem avisar. E o sexo bolado a virgindade perdida já era.

Droga!

Concordei sem graça ou sem opção, mas grata pela experiência e pela bonificação que eu receberia.

Era feriado.

Sem aula.

Cinco dias num carro… depois dormir em hotéis… com o Adrian e com as gêmeas e depois alguns dias na casa de uma mulher que imaginava ser muito rica.

Passei o resto do dia no automático, alimentando as meninas, organizando algumas coisas, fugindo do olhar dele sempre que podia. Às vezes eu o encontrava no corredor com alguma mala na mão, separando documentos, perguntando para a Adelaide sobre a cirurgia da mãe dela.

O Adrian tinha dito que ia ajeitar o resto das coisas, documentos ver passagem de volta, alugar carro, resolver detalhes e eu acabei sendo dispensada para fazer as malas, comprar algumas coisas… roupas, biquíni.

Nunca tinha usado biquíni antes, mas não deveria ser tão pior do que ficar de lingerie na frente de alguém.

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