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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 50

Pov/ Clara

Peguei o celular e escrevi:

Eu: Victor, a gente precisa conversar, pode vir me buscar.

A mensagem saiu tremida eu não sabia se era a minha mão… ou a minha consciência. A resposta veio rápido, como sempre.

Victor: Claro. Te busco aí estou chegando Clarinda.

E alguns minutos depois ele estava lá.

Victor. Encostado no carro, camiseta preta, sorriso fácil de sempre.

Respirei fundo, tentando organizar as palavras antes que tudo saísse errado.

Ele abriu a porta para mim.

— Oie, gatinha — disse, dando um beijo na minha bochecha. — O que aconteceu? Eu também tenho uma coisa para te contar.

Inclinei o corpo e dei um beijo rápido nele, no canto da boca.

Mas assim que nossos lábios encostaram, uma culpa enorme subiu pelo meu peito.

Eu tinha acordado na cama de outro homem.

Me ajeitei no banco, tentando disfarçar o desconforto.

— Você também queria conversar comigo? — perguntei, prendendo o cinto. — Tá tudo bem?

Victor manteve as mãos firmes no volante, mas os olhos denunciavam nervosismo.

— É… é um pouco estranho de falar — ele respirou fundo. — O Adrian… você sabe que eu trabalho com ele há mais de cinco anos. Ele me ofereceu um serviço numa empresa em Goiânia. Um cargo grande. Diretor geral, na verdade.

Pisquei, tentando processar.

— O quê? Sério? — sorri, orgulhosa de verdade. — Nossa, Victor… isso é incrível. Parabéns. Você merece demais.

Ele sorriu de volta, mas havia uma sombra ali.

— Clara… é em Goiânia. Eu vou ter que ir embora.

Meu sorriso murchou. Pareceu até que o ar pesou dentro do carro.

Meu coração apertou.

— Então… você vai mesmo — murmurei.

Ele engoliu seco.

— A gente pode continuar namorando à distância. Eu venho te ver sempre que der. Ou… se você quiser… — ele virou o rosto para mim, vulnerável — eu posso te levar comigo. Eu dou conta de cuidar de você.

Minha mão apertou a trava do porta-luvas, como se aquilo pudesse me segurar no lugar.

— Victor… — respirei devagar — eu tô muito feliz por você estar construindo seus sonhos. De verdade. Eu quero te ver voar. Não perca seu objetivo… nunca.

Ele ficou em silêncio, ouvindo.

— Mas eu não posso ir com você — continuei, com a voz baixa, mas firme. — Eu acabei de chegar aqui. Estou correndo atrás das minhas coisas, dos meus sonhos também. Seria injusto comigo… e com você… abandonar tudo agora.

Victor desviou os olhos, devagar.

Foi profundo. Quente.

Cheio de tudo que não foi dito.

Um beijo de despedida e gratidão.

Um quase-amor que não teve tempo de nascer.

Quando nos afastamos, meus olhos estavam brilhando de gratidão, me senti amada, por pouco tempo, mas era algo mais perto de carinho que já havia sentido na vida, no caminho para minha casa, me contou como estava animado e quais serão os planos dele para nova empresa. Prometi que o visitaria.

— Eu vou torcer muito por você — sussurrei.

Ele deu um sorriso triste.

— E eu vou torcer por você. Sempre.

bri a porta devagar.

— Obrigada!!!

Victor apenas assentiu.

Saí do carro com o coração acelerado confuso, dividido. O término tinha sido calmo, gentil até… mas por dentro eu sabia que ainda faltava algo. Talvez porque uma parte minha, a parte que os anos de medo e humilhação quebraram, ainda procurasse desesperadamente por um sentimento que tapasse o buraco que o passado deixou.

Mandei uma mensagem para Eleonora:

“Por favor, sei que é proibido, mas, tem como pedir o imperador para mim encontrar hoje as 21h.”

FIM POV/CLARA

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