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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 59

Pov/ Clara

Mais tarde, paramos em um McDonald’s em Balneário Camboriú porque, segundo as meninas, McLanche Feliz não era uma opção: era uma necessidade básica da infância.

Eu nunca tinha comido um Big Mac.

Quando o pedido chegou, fiquei olhando para o sanduíche como se fosse um artefato sagrado da cultura moderna.

— Você nunca comeu um desses? — Adrian perguntou, surpreso.

— No Pará as coisas eram diferentes, Adrian. Eu não tinha dinheiro para “luxos” de fast-food.

Ele ficou alguns segundos em silêncio, com uma sombra de culpa passando pelo rosto.

— Então aproveite — disse, com a voz baixa. — É uma experiência civilizatória essencial.

Os olhos dele não desgrudaram da minha boca quando dei a primeira mordida.

— Meu Deus do céu, isso é muito bom!

— Você está com molho bem aqui — ele avisou, aproximando-se.

Achei que ele fosse me dar um guardanapo. Mas não. Ele levou o polegar ao canto da minha boca e limpou a mancha, devagar. Depois levou o dedo à própria boca.

Meu corpo ficou em chamas

e meu cérebro… em pane.

Quase morri engasgada com a batata frita.

Estávamos prestes a voltar ao hotel quando Geovana apontou para o horizonte.

— Papai, amanhã a gente pode ir na praia? Eu quero pisar na areia!

Adrian olhou para mim.

Eu dei de ombros.

— Só se o senhor aguentar outro dia de caos.

Ele riu.

E concordou.

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Eu fui dormir com o gosto de Big Mac e adrenalina na boca.

E acordei com o sol entrando pelas brechas da cortina, anunciando outro dia para tentar achar meu equilíbrio emocional.

As meninas já estavam vestidas Ângela de bumbum da Cinderela, Geovana de Moana poderosa girando pela suíte do hotel como se a Disney inteira tivesse patrocinado a viagem.

Eu, por outro lado…

estava quase surtando.

O biquíni de alcinha minúscula, que parecia lutar contra a gravidade e perder, havia sido escolhido pela Isadora antes da viagem:

“Você vai ficar sexy, amiga! Ele nem vai conseguir piscar.”

Eu só queria não morrer de vergonha.

Joguei uma saída de praia de tecido-toalha por cima, cobrindo tudo que eu conseguia cobrir, como se fosse uma armadura improvisada. Amarrei ela de qualquer jeito e deixei cair pelo ombro.

Quando saí do quarto, Adrian estava ajustando o óculos escuro…

e parou.

Literalmente, parou de se mexer.

Ele estava de camiseta cinza e short tactel verde-escuro, com aquelas folhas estampadas que pareciam combinar mais com o corpo dele do que com o desenho.

Por um instante eu tive certeza de que ele estava… me analisando.

E como eu sou uma especialista em passar vergonha, interpretei na hora como julgamento.

Desviei o olhar para o mar.

— Já tinha visto o oceano antes? — ele perguntou enquanto caminhávamos ombro a ombro até a areia.

— Já… uma vez. — Passei a mão pela barra da saída de praia. — Com meu grupo da faculdade. A gente ia todo ano pro Rio em excursão, sabe? Carnaval… confusão…

CAP. 59- Adrian meu salvador 1

CAP. 59- Adrian meu salvador 2

CAP. 59- Adrian meu salvador 3

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