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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 61

Pov/ clara

São Paulo parecia outro planeta, uma fera de concreto que respirava fumaça e pressa. Muito grande. Muito barulho. Muito “socorro, vou me perder aqui e ninguém vai achar meu corpo”. Eu, acostumada com ritmos mais mansos, sentia meus sentidos bombardeados pela imensidão da metrópole. O shopping onde paramos era uma galáxia dentro de outra galáxia; um labirinto de vidro para todo lado, escadas rolantes que subiam e desciam sem motivo aparente, e vitrines exibindo coisas que eu nem sabia que a humanidade havia inventado.

As meninas, elétricas, me arrastaram para uma loja de brinquedos que parecia não ter fim. Era um templo ao consumo infantil.

— Paaaai! Olha o vestido da Bela! A Clara TEM que provar! — Ângela gritou, a voz ecoando entre as prateleiras de bonecas, como se eu estivesse concorrendo ao Miss Princesa Disney e o destino do reino dependesse de mim.

— Não, meninas, deixa… eu só vim olhar. — Tentei recuar, sentindo o peso da minha timidez lutar contra a empolgação delas.

— Prova, Clara. — A voz de Adrian cortou minhas desculpas. Era aquele tom de “Imperador”: uma ordem absoluta disfarçada de sugestão gentil. Ele me encarava com aqueles olhos azuis que pareciam ler meus pensamentos mais sujos. — Quero ver se o caimento serve para o figurino da festa que teremos no Rio.

Figurino da festa. Meu cérebro deu tela azul, mas minhas pernas obedeceram. Entrei no provador com o amontoado de cetim amarelo nos braços. Quando o vesti, o espelho me devolveu uma imagem que eu não reconhecia. O vestido dava um abraço perigoso na minha cintura, desenhando minhas curvas com uma precisão pecaminosa. O decote subia pelo meu busto farto, emoldurando a pele alva e as pequenas marcas que eu tentava esconder, como se o tecido quisesse que eu aparecesse mais do que minha coragem permitia.

Saí do provador e o mundo parou. Silêncio absoluto. As meninas interromperam a tagarelice e bateram palminhas, os olhos brilhando. Adrian… Adrian simplesmente esqueceu como se respira. Vi o momento exato em que o controle dele rachou. Ele passou a mão no cabelo, visivelmente tenso, e a gola da sua camiseta estufou quando ele engoliu em seco, o maxilar travado.

CAP. 61- A Bela e da Fera 1

CAP. 61- A Bela e da Fera 2

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