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O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido romance Capítulo 64

Seis dias confinado dentro de um carro com Clara Menezes provaram que eu não era apenas um bilionário implacável; eu era um masoquista com diploma de luxo. Cada quilômetro daquela estrada funcionou como um ataque direto à minha sanidade e um teste de resistência para a integridade das minhas roupas.

Eu não conseguia esquecer. A imagem dela na minha cama, horas atrás, estava gravada a ferro e fogo na minha retina. Eu quase estive dentro dela; senti o calor vulcânico, o aperto que prometia o paraíso e o gosto inebriante daquela pele... E agora, eu era obrigado a manter as mãos firmes no volante para não guinar o SUV para o primeiro acostamento, rasgar aquele vestido verde maldito e possuí-la ali mesmo, sob o céu aberto e o capô quente.

Aquele vestido... era uma afronta. O tom de verde realçava a cor vibrante de seus olhos e criava um contraste quase poético com a sua pele clara, que parecia brilhar com um toque dourado sob a luz que entrava pelo vidro. Mas era curto demais. Perigosamente curto. Cada vez que ela se mexia no banco do carona, o tecido subia um centímetro, revelando a curva macia de suas coxas e testando os limites do meu autocontrole.

Eu queria ser a fera predatória que ela despertava em mim, mas precisava manter a máscara do pai que minhas filhas mereciam. O cheiro dela — uma mistura viciante de baunilha doce e o calor do sol — impregnava o couro do carro, transformando aquela cabine no meu paraíso e no meu inferno particular.

No primeiro dia, a pressão se tornou insuportável. Precisei parar em um posto de gasolina qualquer e me trancar no banheiro como um adolescente desesperado. Sim. Eu, Adrian Cavallieri, um homem que dobrava mercados financeiros e comandava impérios, estava com zero controle sobre meu próprio corpo. E tudo isso apenas porque ela riu.

Clara jogou a cabeça para trás, o sol de meio-dia iluminando o desenho perfeito daquela boca que eu queria morder, saborear e marcar, até que ela esquecesse qualquer outro nome que não fosse o meu.

No shopping em São Paulo, quando ela saiu do provador com aquele vestido amarelo de princesa... o mundo simplesmente parou de girar. As luzes da loja pareciam convergir para ela, criando uma aura dourada ao redor de suas curvas. Ela era a Bela mais estonteante e real que eu já tinha visto, e naquele momento, tive a certeza absoluta: eu era a Fera. Uma fera dominante, faminta, pronta para devorá-la e torná-la a rainha do meu império, a mulher que daria sentido ao caos da minha vida e ao futuro das minhas filhas.

— Adequado — eu murmurei, a voz saindo por entre dentes cerrados. Foi a maior mentira da minha vida. Porque se eu dissesse a verdade — que minha vontade era arrancar aquele tecido com os dentes e marcá-la como minha ali mesmo — eu terminaria a noite em uma cela.

E na praia em Santa Catarina... aquele biquíni de alcinhas minúsculas foi uma declaração de guerra direta à minha sanidade. Sob o sol escaldante, a pele dela brilhava, e eu me tornei um vigia implacável, fuzilando com o olhar cada homem que ousasse desviar os olhos para o que me pertence. Quando a onda traiçoeira veio e o laço se soltou, meu instinto foi mais rápido que o mar. Eu já estava lá, envolvendo-a, cobrindo sua nudez com a minha própria camisa antes que o mundo visse um milímetro sequer do meu tesouro. Senti o corpo dela tremendo contra o meu, e o toque daquela pele molhada e salgada quase me fez perder o que restava do meu juízo. Ali, com o Rio de Janeiro no horizonte, eu entendi: não era mais uma viagem. Era uma conquista.

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