Seis dias confinado dentro de um carro com Clara Menezes provaram que eu não era apenas um bilionário implacável; eu era um masoquista com diploma de luxo. Cada quilômetro daquela estrada funcionou como um ataque direto à minha sanidade e um teste de resistência para a integridade das minhas roupas.
Eu não conseguia esquecer. A imagem dela na minha cama, horas atrás, estava gravada a ferro e fogo na minha retina. Eu quase estive dentro dela; senti o calor vulcânico, o aperto que prometia o paraíso e o gosto inebriante daquela pele... E agora, eu era obrigado a manter as mãos firmes no volante para não guinar o SUV para o primeiro acostamento, rasgar aquele vestido verde maldito e possuí-la ali mesmo, sob o céu aberto e o capô quente.
Aquele vestido... era uma afronta. O tom de verde realçava a cor vibrante de seus olhos e criava um contraste quase poético com a sua pele clara, que parecia brilhar com um toque dourado sob a luz que entrava pelo vidro. Mas era curto demais. Perigosamente curto. Cada vez que ela se mexia no banco do carona, o tecido subia um centímetro, revelando a curva macia de suas coxas e testando os limites do meu autocontrole.
Eu queria ser a fera predatória que ela despertava em mim, mas precisava manter a máscara do pai que minhas filhas mereciam. O cheiro dela — uma mistura viciante de baunilha doce e o calor do sol — impregnava o couro do carro, transformando aquela cabine no meu paraíso e no meu inferno particular.
No primeiro dia, a pressão se tornou insuportável. Precisei parar em um posto de gasolina qualquer e me trancar no banheiro como um adolescente desesperado. Sim. Eu, Adrian Cavallieri, um homem que dobrava mercados financeiros e comandava impérios, estava com zero controle sobre meu próprio corpo. E tudo isso apenas porque ela riu.
Clara jogou a cabeça para trás, o sol de meio-dia iluminando o desenho perfeito daquela boca que eu queria morder, saborear e marcar, até que ela esquecesse qualquer outro nome que não fosse o meu.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Bilionário Obcecado e a Babá Virgem do Clube Proibido